April 28, 2014

O Senhorio da Inclusão votou na Cidadania

Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos” - Joseph Campbell


A Fundação Calouste Gulbenkian está de PARABÉNS. Este espaço é agora acessível às Pessoas com Mobilidade Reduzida e as soluções multidisciplinares implementadas respeitam o projeto de arquitetura original, sem esquecer a sua classificação como Monumento Nacional.



Vale a pena acreditar que o ‘Senhorio da Inclusão’ esteve presente na elaboração do projeto ao invés de ter ido, como de costume, tomar chá a casa do ‘Senhorio da Exclusão’.







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April 25, 2014

25 de ABRIL, uma R(EVOLUÇÃO) em ‘banho-maria’



As barreiras arquitetónicas continuam por erradicar neste Portugal Democrático.
Já foi pior.
Sabemos que já foi pior.

Só com recursos próprios é que se consegue, em certos casos, ultrapassá-las.  

O país mudou muito desde o 25 de Abril de 1974 e mais ainda após a adesão à então chamada Comunidade Económica Europeia, em 1986. Contudo, continuamos a testemunhar os maus exemplos, indiferentes às dificuldades das Pessoas com Mobilidade Reduzida. No final do dia, todos e cada um de nós, vai acabar, eventualmente, por enfrentar esta provação.

Já era tempo de estarmos muito melhor.
Se fossemos mais capazes e, fundamentalmente, se tivéssemos uma consciência cívica mais desenvolvida, este seria um não-assunto.

Vamos PENSAR, também, em colocar um cravo na problemática da 
ACESSIBILIDADE PARA TODOS





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April 22, 2014

Preconceito e Discriminação



“As pessoas que têm mobilidade condicionada têm mais oportunidades de participar na sociedade. Isso faz com que a sociedade esteja mais habituada a vê-las e vá alterando as suas atitudes”, refere Ema Loja.






Ema, trabalha no Centro de Estudos sobre Deficiência da Universidade de Leeds, considera que o problema não está nas pessoas com incapacidade ou mobilidade reduzida, mas na sociedade que cria contextos repletos de barreiras.

Doutorada pela Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto, Ema não gosta de falar na sua experiência pessoal, mas admite ter sido o ponto de partida para desenvolver a sua carreira de investigação.

Para se perceber melhor as Barreiras Físicas e Mentais, basta viajar. As diferenças percebem-se mal se sai de um avião. Por exemplo, faz toda a diferença viver em Portugal ou em Inglaterra. “É muito mais fácil a pessoa movimentar-se na via pública, usar transportes públicos e/ou entrar em edifícios”.

As barreiras arquitetónicas estão generalizadas em Portugal. Só com recursos pessoais e/ou familiares é que se consegue ultrapassá-las. Já foi pior. Sabemos que já foi pior. O país mudou muito desde o 25 de Abril de 1974 e mais ainda desde a adesão à então chamada Comunidade Económica Europeia, em 1986. Já era tempo de estarmos muito melhor.

A investidora, que estuda a deficiência numa ótica sociopolítica, pegou no conceito de “ableísmo”, um neologismo derivado do inglês —“able”, traduzível por hábil — referente à discriminação contra pessoas com um corpo diferente e questiona: “Que corpo é exemplar da espécie humana?”. Neste prisma, o problema “está na sociedade que é intolerante com pessoas que têm um corpo diferente e que cria uma série de barreiras de contextos incapacitantes”.

Saiba mais:
Fonte: Publico

Com o contributo de Ema Loja 







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April 20, 2014

Enviados especiais a Londres



O Minuto Acessível, com a contribuição de ‘velhos amigos’, confirma que em Londres é muito fácil andar nas ruas… sem obstáculos, qualquer um pode ‘ir daqui, até ali’, com total liberdade.



 


Os pisos dos passeios são excelentes e foram pensados para serem usados pelas pessoas. São passeios a sério.







Os Enviados Especiais CONFIRMAM as boas acessibilidades 



Por cá, continuamos a usar a ESTRADA

 
Com a contribuição de: 
Luís, Fernanda, Alice e Beatriz Frasco 
e Diana Mata




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April 18, 2014

Chegou o Coelhinho da Páscoa

Os chocolates e as amêndoas… não nos devem distrair em excesso!

A todos,


  

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April 16, 2014

PASSEIOS DE NINGUÉM

VAMOS PASSEAR?

Serve este convite para vos falar sobre os Passeios. Refiro-me aos passeios que temos em Portugal, aqueles que fazem parte da nossa via pública e que existem em todas as nossas Cidades e Vilas. Carinhosamente, vou batizá-los por ‘os Nossos Passeios’.




Os Os Nossos Passeios’, na sua essência, não servem para quase-nada! É verdade, quase ninguém os usa. Não foram feitos para serem usados pelas pessoas. Um destes dias estava a ver televisão e a minha atenção despertou para um anuncio que dizia, entre outras coisas, que: ‘podem tirar-me o fado, podem tirar-me a visão, podem tirar-me a calçada, podem até tirar-me a fala, mas não me tirem o azeite…’ Só depois percebi, que não era verdade, de facto ninguém queria remover a velha calçada, muito pelo contrário, tratava-se apenas de uma técnica de comunicação que apelava à nostalgia pela positiva.

A tradição da calçada, evidenciada na pavimentação de mais de 90% ‘dos Nossos Passeios’ é, segundo alguns, mais uma das montras vivas representativas da nossa cultura centenária e que devemos manter, no mínimo, por mais mil anos! Eu penso exatamente o contrário. Eu digo com toda a convicção, que ‘os Nossos Passeios’ são um contribuinte para a exclusão

Excluem quase tudo e quase todos.


Diariamente, nos locais mais diversos, todos nós vemos pessoas a caminhar à beira ‘dos Nossos Passeios ou, dito de outra forma, pela beira da estrada. 


É verdade. 



As pessoas escolhem, naturalmente, os caminhos que consideram mais adaptados à sua locomoção. Infelizmente, ‘os Nossos Passeios’ não têm essa característica fundamental. O problema complica-se ainda mais quando pensamos nos cidadãos com mobilidade reduzida, nos pais com os carrinhos de bebés, nas pessoas mais idosas ou mesmo nas mulheres portuguesas que arrisquem o uso de sapatos de salto alto. Por isso os vemos todos os dias a caminhar na estrada, na direção dos automobilistas, colocando a sua vida, e a dos outros, em risco. Os deficientes motores, que necessitam de se deslocar em cadeiras de rodas, acabam por ser obrigados a converter-se em condutores de ligeiros sem matrícula, muito provavelmente, sem carta para o efeito. Não me lembro de encontrar no novo código da estrada, normas que contemplem esta evidência. Afinal existem mais duas grandes categorias de veículos para além dos pesados e dos ligeiros, a saber, as cadeiras de rodas com motor e as cadeiras de rodas sem motor!

Mesmo assim, quando ‘os Nossos Passeios’ têm a dimensão adequada, coisa rara, acabamos por encontrar de quase tudo a bloqueá-los: árvores, paragens de autocarro, ecopontos, obras, cabines telefónicas, postes de eletricidade, sinais de trânsito, etc. Propositadamente, não me referi aos carros estacionados em cima dos passeios. Esse é um problema que depende apenas do nosso civismo ou da falta dele e, somos nós enquanto cidadãos, que o temos de resolver. Contudo, acredito seriamente, que as Policias e as Entidades Fiscalizadoras poderiam ajudar, se é que não há nenhum exagero neste tipo de pedido!


Ainda assim, e no meio de tantos obstáculos, acaba por ser a velha e desadequada ‘calçada portuguesa’ o maior dos inimigos. Um contratempo desnecessário e dispendioso. Surgiu no século XIX e é cada vez mais atual, muito embora já estejamos no século XXI.



É um piso geralmente desnivelado, que se baseia em pedras de formato irregular, geralmente de calcário e por vezes pontiagudas, intervaladas com buracos de maior ou menor dimensão. Desnivelado porque na grande maioria dos casos nem se dão ao trabalho de nivelar o terreno e, com muitos buracos, porque também não se dão ao trabalho de os compactar devidamente. É, certamente, um piso excelente para algumas modalidades radicais mas, fica muito aquém de oferecer a segurança e o conforto necessários a quem se atreva a pisá-los sem usar equipamento adequado. As cadeiras de rodas só poderiam circular se os pneus fossem idênticos aos dos tratores uma vez que não existem, ou não conheço, outro tipo de equipamento que seja viável para o efeito.


Mas, alguns, são bonitos.

Formam padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores, normalmente, o branco, o preto, o marrom e o vermelho. Bonitos mas inúteis



Não sou nem tenho que ser contra este tipo de Decoração. 

Considero sim que devem coexistir alternativas ou então, fazê-lo apenas nas grandes praças e nunca nos Passeios ou nas zonas pedonais comuns.







Quem tem responsabilidades nesta área devia olhar para os outros países da Europa e perceber porque é que as pessoas usam, de facto, os passeios!? É fácil, até pela televisão se percebe que os passeios na maioria dos países da comunidade não são como ‘os Nossos Passeios’, são Passeios a sério. 


As pessoas usam-nos das mais variadas formas: caminhando, de bicicleta, de patins, etc e os que têm mobilidade reduzida não encontram obstáculos. Criamos tantas comissões neste país que, me atrevo a sugerir, que criem a Comissão de Análise para os Passeios do Sec.XXI. O trabalho a desenvolver é simples: basta viajar, olhar com atenção e tirar notas. Temos que repensar ‘os Nossos Passeios’ para evitar os erros cometidos e que continuamos a cometer.


"Não uso o ‘Nunca’ nem o ‘Para Sempre’ mas tenho quase a certeza que, tal como não consigo deslocar-me na minha cadeira de rodas em sítios como o Parque das Nações" - por muitos denominado como o 'Parque das Pedras' - "também já não será no meu tempo de vida que vou usufruir dos ‘nossos Nossos Passeios’".


Lamento.





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April 14, 2014

Caminhar "mesmo sem bússola"


A invenção de uma mãe proporcionou ao seu filho que sofre de paralisia cerebral, a oportunidade de caminhar consigo. Projetou um suporte que, anexado a si mesma, facilita a mobilidade de ambos em conjunto.

Uma empresa da Irlanda do Norte transformou a ideia de Debby Elnatan num produto que pode transformar a vida de inúmeras crianças deficientes.

Saiba mais AQUI




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April 9, 2014

Um (A)migo incondicional.

Eu sou o Ruffus.



Sou um cão guia e quero ensinar-te como deves atuar quando te encontrares comigo e eu estiver na companhia do meu dono. Antes de mais deixa-me dizer-te que sou um cão de trabalho. Nunca me vejas como uma mascote.

Algumas DICAS importantes:
  • Curioso é que quanto mais me ignorares melhor será para mim e para o meu dono. O meu comportamento e a minha forma de estar são totalmente diferentes dos meus outros amigos e a minha dupla função de guia e de companheiro de uma pessoa que é invisual deve ser tida em conta.

  • Também não me toques nem me acaricies quando eu estiver a trabalhar. Posso distrair-me e, como calculas, não posso falhar! O mais adequado é mesmo ignorares-me. Não tenhas, de forma alguma, medo de mim! Nós somos muito bem adestrados e nunca seríamos capazes de fazer mal a alguém sem um motivo muito forte. Se te meteres com o meu dono vou certamente zangar-me.

  • Caso tragas um amigo contigo, um outro cão, por favor controla-o para evitar que possa acontecer algum acidente quando passar ao meu lado ou ao lado do meu dono.

  • Por favor, não me tentes com guloseimas ou alimentos. É o meu dono que se encarrega de me servir. Estou sempre bem alimentado e tenho um horário estabelecido para ir comer.

  • Se o meu dono te pedir ajuda, aproxima-te dele pelo lado direito para que eu possa manter-me à esquerda. Ele ordenar-me-á que te siga, ou então pedirá que lhe dês o teu cotovelo esquerdo. Nesse caso, ele dar-me-á uma espécie de senha para me dizer que estou, temporariamente, fora de serviço.

  • Dado o rigoroso treino que temos, estamos habituados e habilitados a aceder e permanecer junto aos nossos donos em qualquer tipo de estabelecimento, tanto de saúde como em centros comerciais, restaurantes, supermercados, cafetarias, cinemas, teatros, centros de estudo ou de trabalho, etc., sem causar alteração ao normal funcionamento dos mesmos, nem incómodos aos outros utentes ou funcionários. O mesmo se passa quando o meu dono decide apanhar um transporte ou quando está a trabalhar. O meu dono exerce as suas funções comigo ao seu lado. De acordo com o treino que recebemos, nós nunca vagueamos pelos recintos por nossa conta e risco.

Ajudas-me a divulgar isto tudo?

Felizmente temos os mesmos direitos que os nossos donos no que diz respeito ao acesso aos locais públicos. 


Contributo: Blog do Zig






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April 4, 2014

As ESCADAS do Harry Potter…

Há soluções e soluções… esta é mais uma solução inovadora que deriva da competência do Homem enquanto empreendedor, capaz de ter uma ideia, ter a capacidade de a concretizar e ter a sagacidade de a ver utilizada de uma forma útil e eficiente.

Uma excelente solução para compatibilizar o Edificado mais antigo com as necessidades de Mobilidade do Século XXI.




Com a colaboração da Rita Roda Saraiva






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April 1, 2014

Quem diria que…


Os nossos Passeios deixaram de ser feitos em Pedra. As pessoas podem começar a usá-los sem correrem o risco de caírem… as mulheres que arrisquem o uso de saltos altos já podem caminhar em segurança… os mais novos já podem andar de patins nos passeios… os mais seniores já não necessitam de caminhar à beira da estrada… e os cidadãos que necessitam de cadeiras de rodas para se deslocarem também já não precisam de ir para a estrada…

Os lugares de estacionamento reservados para pessoas com deficiência passaram a ser respeitados… provavelmente devido à rápida intervenção das autoridades mas também porque a maioria dos cidadãos percebeu a dificuldade que as pessoas com deficiência têm quando necessitam de tirar a sua cadeira de rodas do carro…


O Parque das Nações já tem corredores lisos que permitem às Pessoas com Mobilidade Reduzida deslocar-se com facilidade, evitando o antigo e impossível ‘Caminho da Pedras’… aliás como também já acontece na grande maioria dos parques 
e praças existentes nas Cidades deste país…


Os misteriosos sanitários com abertura frontal que estavam a ser implementados em quase todos os locais públicos e privados, muito provavelmente impostos pela indústria devido ao facto de terem um custo significativamente superior aos normais, estão a ser substituídos por sanitários adequados… eram de facto um obstáculo gratuito e as pessoas com deficiência vertebro-medular ou com deficiência nos membros inferiores não conseguia utilizar este tipo de acento já que o mesmo não permitia o apoio total das pernas...


As caixas prioritárias nos hipermercados e na grande maioria dos serviços públicos passaram a ser respeitadas… o civismo chegou à Cidade…



Os Arquitetos perceberam que só conseguem acrescentar valor se criarem empatia e nesse sentido começaram a desenhar soluções inclusivas… compreenderam o artigo 9.º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas, sobre ‘Acessibilidade’, onde se afirma que todas as partes devem tomar as medidas apropriadas para assegurar que as pessoas com deficiência estejam em condições de igualdade com os demais… finalmente a ARQUITETURA percebeu que o seu papel é essencial para melhorar a vida de todos…


A Câmara Municipal de Lisboa requalificou de novo a frente ribeirinha entre a zona poente do Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, o denominado Cais da Ribeira da Naus … todo aquele ‘Caminho das Pedras’ foi alterado e passou a ser um equipamento urbano acessível a todos… agora o arquiteto Manuel Salgado já pode reafirmar, “que os arquitetos portugueses são dos melhores do mundo”…




O Programa RAMPA - Regime de Apoio aos Municípios para a Acessibilidade – que enquadra um envelope financeiro para garantir a implementação dos planos PMPA e PLPA, respetivamente, o plano municipal de promoção da acessibilidade e o plano local de promoção da acessibilidade, estão de facto a ser implementados…



Lisboa foi eleita a cidade mais 'cool' da Europa pela CNN não apenas porque temos a Luz… temos o Tejo… temos a Gastronomia… as Bifanas…e os Pasteis de Nata… temos os Monumentos… temos a proximidade com as Praias… temos o ‘mix’ entre o Antigo e o Moderno… temos os Bares e a vida noturna… o Cais do Sodré… o Bairro Alto… temos a hospitalidade e a simpatia… MAS TAMBÉM porque somos uma das cidades mais acessíveis da Europa…


QUEM DIRIA… hoje é 1 de abril

ups!?






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