March 3, 2014

Acessibilidade sobre CARRIS

A CARRIS tem investido na adaptação da sua frota do serviço público, com vista a dotá-la de condições favoráveis ao transporte de passageiros com mobilidade reduzida. 
Uma boa notícia.



A CARRIS informa que atualmente mais de 50% da sua frota está equipada para transportar este segmento de passageiros, o que significa que estes autocarros têm um espaço específico para cadeira de rodas, espaldares e rampa de acesso.

Existe ainda um serviço especial de transporte que atua, sempre que possível, num sistema de porta a porta, dentro da rede de exploração CARRIS no concelho de Lisboa. O pagamento da viagem (quer para o passageiro quer para o acompanhante) será o preço de tarifa única, igual à praticada no serviço público regular. 


Mais uma boa notícia.

Ao promover todas as necessidades de mobilidade, para além do serviço regular de transporte, a CARRIS cumpre a sua obrigação como operador do Serviço Público de Transportes.


Saiba mais em:




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February 27, 2014

Forte e Concludente

Esta mensagem não precisa de tradução.
Basta estar com muita atenção.



Fonte: Associação Salvador





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February 23, 2014

O branco, o preto, o marrom e os buracos!


É quase unânime que a calçada é bonita e de grande valor patrimonial mas será que se adequa a todas as exigências atuais e que deve ser indistintamente aplicada em todo o lado?

Surgiu no século XIX e é ainda amplamente usada no calçamento de quase todas as cidades muito embora já estejamos no século XXI. É um piso geralmente desnivelado, que se baseia em pedras de formato irregular, geralmente de calcário e por vezes pontiagudas, intervaladas com buracos de maior ou menor dimensão.
O problema complica-se ainda mais quando pensamos nos cidadãos com mobilidade reduzida, nos pais com os carrinhos de bebés, nas pessoas mais idosas ou mesmo nas mulheres portuguesas que arrisquem o uso de sapatos de salto alto. Por isso é cada vez mais frequente vermos a maioria dos peões a caminhar à beira dos passeios ou seja, pela estrada, colocando a sua vida e a dos automobilistas em risco. Os deficientes motores, que necessitam de se deslocar em cadeiras de rodas, acabam por ser obrigados a converter-se em condutores de ligeiros sem matrícula, muito provavelmente, sem carta para o efeito. Não me lembro de encontrar no novo código da estrada normas que contemplem esta evidência. Afinal existem mais duas grandes categorias de veículos, para além dos pesados e dos ligeiros, a saber, as cadeiras de rodas com motor e as cadeiras de rodas sem motor!?
“Não podemos resolver problemas com o mesmo tipo de pensamento que usávamos quando os criávamos.” Albert Einstein.
A calçada aplicada nos passeios não é arte nem atracão, é um perigo público, um atentado à segurança de todos. Devia ser banida de todos os PASSEIOS. Se a limitássemos às zonas onde ela é efetivamente apreciada, executada com arte, e alvo da atenção turística, as Câmaras Municipais estariam a cuidar das pessoas e a preservar o património cultural. Contudo, ainda aqui, deveriam coexistir alternativas. O enfoque deve ser a segurança das pessoas e a promoção da liberdade de circulação de todos aqueles que têm Mobilidade Reduzida.
Quando surgiu, a calçada portuguesa, não estava vocacionada para os utilizadores ditos ‘deficientes’, sendo estes cidadãos com mobilidade reduzida simplesmente ignorados. Uma calçada em mau estado, portanto, não constituía um problema – bastava continuar a caminhada pela rua e a questão estava resolvida. 

Entretanto, o mundo mudou… e nós ainda não o fizemos!
Temos que passar do Sec.XIX para o Sec.XXI 

António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, prometeu limitar a calçada portuguesa às zonas históricas. E vai reforçando as razões. “A calçada é muito bonita para ver, mas péssima para andar. É escorregadia e é desconfortável" 

Finalmente o fim da calçada já está na agenda da CML.
Saiba mais AQUI.





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February 20, 2014

Redefine os teus limites


Esta é uma aplicação que liga turistas com Mobilidade Reduzida aos seus destinos. Tem como objetivo facilitar a procura de lugares turísticos acessíveis promovendo o contacto entre quem procura e os seus anfitriões. As viagens vão ser mais agradáveis porque o caminho a percorrer será feito com menos stress. 

Quem pensava que as apps eram uma moda passageira, desengane-se. Vieram para ficar. Ainda agora estamos no começo. Com o número de smartphones a crescer, cada vez existem mais ofertas com base nesta tecnologia. Podemos dizer que o céu é o limite. 
Saiba mais em HereWeGo




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February 18, 2014

Stand UP

A tecnologia votou ontem.
O resultado foi SIM…




Com o contributo de Fernanda Delgado

Saiba mais em TEK Robotics



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February 13, 2014

Série - O Plano - T1 EP7 – A Dúvida


UMA SÉRIE EM EXIBIÇÃO NO MINUTO ACESSÍVEL


Este episódio fala do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, o ICVM, uma espécie de ‘Certificador’ de um determinado Município que tenha implementado os Planos de Ação Locais, com o objetivo de promover a acessibilidade nas suas diversas vertentes. 



Parece que existe ainda mais um Plano, o PAL.



O PAL, Plano de Ação Local, deve conter 3 capítulos essenciais, sem prejuízo de outros que se entenda por bem…

  • Capítulo 1: síntese das características e potencialidades temáticas de cada cidade ou vila;
  • Capítulo 2: definição do modelo de organização interna e externa para a implementação durável e sustentável de cada tema e respetiva evolução;
  • Capítulo 3: fichas de ações propostas, faseamento e respetiva mapiação da situação e evolução de implementação das mesmas. 




Quem viu o Episódio anterior, EP6 - Era uma vez uma RAMPA, pode ficar confuso e pode começar a sentir algumas dúvidas, uma vez que os Planos Locais, o plano local de promoção da acessibilidade (PLPA) e o plano municipal de promoção da acessibilidade (PMPA), enquadrados no Programa RAMPA – Regime de Apoio aos Municípios para a Acessibilidade – seriam os planos necessários e suficientes para apoiar as autarquias a eliminar todas as barreiras que impedem as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida de utilizar com segurança e autonomia os espaços públicos, os equipamentos urbanos, os transportes, os sistemas e os meios de comunicação. 



O Programa RAMPA, um dos programas operacionais do QREN, apoiado pelo POPH, enquadra estes planos locais e cofinancia o seu planeamento e elaboraçãoSe ficar confuso é natural, o argumentista também anda louco com tantos planos...



A dúvida adensa-se quando se percebe que quem coordena os Programas de Promoção da Acessibilidade, a Engenheira Paula Teles – ex-Vereadora para a Mobilidade da Câmara Municipal de Penafiel e atualmente detentora da m.pt® - Paula Teles,Unipessoal, Lda, uma empresa de planeamento urbano e gestão da mobilidade que trabalha maioritariamente para o Governo, Autarquias e Entidades Públicas – é também a Presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade.

Contudo, a Engenheira Paula Teles, na qualidade de presidente do ICVM, indica que para se ser uma Cidade ou Vila de Excelência é ainda necessário uma apreciação do ICVM ou seja, é necessário que este novo PAL seja validado e certificado por este Instituto. Mas tem novos custos… 

Os Planos Locais, o PLPA e o PMPA por si coordenados, pelos vistos, são planos insuficientes, já que o PAL tem que ser implementado para se ser uma Cidade ou Vila de Excelência. Paula Teles já garantiu mais de 3 Milhões de Euros em ajustes diretos de autarquias, na maioria dos casos devido aos serviços de planeamento prestados, direta ou indiretamente, no âmbito do Programa RAMPA. 


"Posso duvidar da realidade de tudo, mas não da realidade da minha dúvida" já dizia André Gide, convicção que também é a do argumentista desta série "O Plano"



Muito provavelmente a Engenheira Paula Teles é uma competência em Mobilidade e Planeamento e necessariamente uma mais-valia para o futuro das cidades. Contudo, em nome da ética e do rigor que deve nortear toda a ação pública e política, estas questões devem ser esclarecidas.
Fica a dúvida. 

A página do ICVM afirma-se que o instituto é uma associação de natureza privada, de interesse público e sem fins lucrativos. No entanto, estabelece-se que como condição de adesão, cada Município paga uma anuidade em função da sua especificidade. Os Municípios integrados nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa pagam 3.500 € + IVA, os Municípios capitais de distrito não integrados em áreas metropolitanas pagam 3.000 € + IVA e os restantes pagam 2.500 € + IVA. Acresce que se um Município pretender integrar outras cidades ou vilas do seu território, o valor adicional de anuidade é de 1.000 € + IVA, por cada uma e mais 750€ + IVA no caso de pretender integrar, para além dos dois temas a que tem direito por adesão, um ou mais temas dos quatro disponíveis


  • Cidade/Vila acessível para todos, Cidade/Vila clicável e de mobilidade amigável, Cidade/Vila de regeneração e vitalidade urbana e Cidade/Vila turística. A adesão à Rede pressupõe o pagamento de 4 anuidades, no final de cada um dos 4 anos do projeto.


No essencial, o ICVM tem como objetivo continuar a sensibilizar, informar e formar técnicos e cidadãos sobre a necessidade de construção de territórios sociais com Mobilidade, de acordo com as orientações políticas definidas na estratégia de desenvolvimento do espaço comunitário europeu e, simultaneamente, promover uma cultura de acessibilidade, através do exercício da atividade de investigação, desenvolvimento de estudos, projetos, planos, assessoria e certificação em todos os domínios de interesse do Planeamento, Desenho Urbano, Arquitetura e Gestão da Mobilidade.
Há que lamentar que a grande maioria dos recursos alocados para melhorar a acessibilidade continue a ter como enfoque principal os Planos, os Projetos, os Eventos, os Seminários, as Sessões de Formação/Informação, a Investigação, a Assessoria, etc. Pelos vistos há ainda a necessidade de acrescentar mais um parâmetro, a CERTIFICAÇÃO...




A verdade é que os cidadãos com Mobilidade Reduzida continuam maioritariamente ‘fechados em casa’ porque os Planos não são simplesmente implementados ou não são implementados com rigor. As bandeiras continuam a hastear-se e os ‘dinheiros’ públicos a serem, aparentemente, dirigidos para outros fins, sem que se avaliem as respetivas responsabilidades face aos resultados alcançados. Vamos esperar que os fundos do próximo quadro financeiro do QREN /QEC 2014-2020 sejam de facto bem investidos. 

Para além de planear, importa executar.


Saiba mais na página do ICVM




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February 10, 2014

O robô Ekso


Desenvolvido por uma empresa norte-americana, o exosqueleto Ekso Bionics permite que doentes com vários níveis de paralisia nos membros inferiores, causada por acidente ou doença, possam levantar-se e andar. Ajusta-se ao corpo de cada doente com tiras de velcro, que podem ser colocadas e retiradas pelo próprio, mas a sua utilização deverá ser sempre vigiada. Os 23 quilos do fato biónico são totalmente suportados pelo robô e não pelo doente. Pode ser usado por doentes com 1,50 a 1,90 metros de altura e 100 quilos, no máximo.  




O custo é proibitivo mas à medida que o seu uso for disseminado é de esperar que o seu valor se torne mais competitivo. Ainda estamos longe desse momento. Contudo, um passo em frente é sempre melhor que um passo atrás.


Para mais informações aceda ao Público online 




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