March 13, 2014

Dicas sobre RODAS

A cadeira de rodas é parte do espaço corporal da pessoa que necessita dela para se deslocar. Pode considerar-se que é quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa que esteja sentada numa cadeira comum.

É importante saber que para uma pessoa sentada numa cadeira de rodas é extremamente incómodo ficar a olhar para cima durante muito tempo. Logo, ao conversar com uma pessoa numa cadeira de rodas, caso seja possível, lembre-se de se sentar para que ambos fiquem ao mesmo nível.

Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Nunca movimente uma cadeira de rodas sem antes pedir permissão e sem saber como o deve fazer adequadamente. Caso o faça e entretanto decida parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.

O piso é uma variável fundamental para que uma pessoa que se desloque numa cadeira de rodas não fique numa situação incómoda. Pergunte sempre qual o melhor caminho a seguir sabendo à partida que o piso em calçada é totalmente inapropriado. As vibrações causadas pelo piso empedrado, para quem tem uma lesão medular, desencadeiam contrações musculares - espasticidade - associado a dor e impossibilidade de controlar os membros inferiores e/ou superiores.

Para subir degraus incline a cadeira para trás e movimente-a no sentido ascendente. Mantenha as rodas apoiadas, degrau a degrau. Para descer o processo é inverso. Nesta situação é mais seguro se uma outra pessoa se colocar à frente, de forma a garantir que a descida é feita degrau a degrau, sempre com as rodas apoiadas no chão.


Não estacione o seu veículo em lugares reservados às pessoas portadoras de deficiências físicas. Estes lugares são reservados para suprir uma necessidade e não por conveniência. O lugar reservado é mais largo de modo a permitir o acesso de uma cadeira de rodas e está mais próximo à entrada dos edifícios para facilitar o acesso dessas pessoas.








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March 9, 2014

Dicas que se VÊM


Simplificar para ajudar quem tem uma Deficiência Visual


Não deve tratar um deficiente visual por “cego” ou “ceguinho”. É uma abordagem pejorativa uma vez que ninguém gosta de ser rotulado.

Não transmita sentimentos negativos, como a ‘pena’, perante um deficiente visual: a Educação Especial e a reabilitação permitem superar muitas dificuldades.
Se pretende comunicar com uma pessoa com deficiência visual que está acompanhada, não se limite a falar apenas com seu acompanhante. Identifique-se e promova um contato físico, tocando ligeiramente no seu braço ou no seu ombro, indicando claramente que se está dirigindo a ela. Ao conversar com pessoas com deficiência visual, não deixe de usar as palavras como “ver”, “olhar”, “cegueira” etc. Não há motivo para isso.
Nunca se dirija a um deficiente visual questionando “Adivinhe quem eu sou?”. Evite estas situações que criam momentos de tensão e desconforto. O deficiente visual nem sempre precisa de adivinhar com quem está a falar. A sua memória auditiva é boa, mas é impossível que se lembre de todas as vozes. Contudo, na maioria das vezes ele sabe com quem está a falar.
É preconceituoso achar que as pessoas com deficiência visual só podem desempenhar determinadas profissões. Hoje em dia, uma pessoa com deficiência visual pode exercer inúmeras profissões e ter uma carreira profissional bem-sucedida.
Não pense que os invisuais têm um sexto sentido ou alguma outra compensação pela perda da visão. Eles apenas desenvolvem recursos latentes em todos nós.
Em ambientes desconhecidos, ou em situações novas, ofereça ao deficiente visual o maior número possível de informações para que ele se oriente e se localize, sabendo o que está acontecendo.
Se encontrar uma pessoa cega que esteja sozinha, pergunte se ela precisa de ajuda e qual deve ser a forma mais adequada de a ajudar. Não se ofenda se a sua ajuda for recusada. Nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Por vezes uma determinada atividade pode ser executada melhor sem assistência.
Ao indicar direções, tome como referência a posição dele, e não a sua. Não gesticule nem aponte pois isso não significa nada para o deficiente visual. Tente garantir que o caminho está desimpedido, livre de objetos fora de lugar que podem causar acidentes.  

Muito importante:
  • A cegueira é uma deficiência sensorial, não é uma doença.
  • Os deficientes visuais têm capacidades que não devem ser subestimadas



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March 6, 2014

As vibrações, as quedas e a relevância artística!

É estranho ver que quando se tem que decidir entre a pedra e as pessoas,
se escolha a pedra.

A calçada com relevância artística deverá ser preservada e mantida em bom estado de conservação (o que raramente acontece), para minorar os riscos de queda, introduzindo-se "passadeiras" noutro material que não escorregue e não provoque vibrações a quem circula em cadeira de rodas, aliás como já se fez por cá, por exemplo, no castelo de Marvão e em Óbidos. Nestes locais é fácil verificar em que piso as pessoas preferem caminhar, é vê-las em carreirinho em cima das ditas "passadeiras", que convivem de forma harmoniosa com a calçada artística. As vibrações que referi, para quem tem uma lesão medular, desencadeiam o processo de espasticidade (contração muscular), associado a dor e impossibilidade de controlar os membros afetados, empurrando-os para o chão e provocando-lhes ainda maiores lesões. Em Lisboa, basta parar um pouco na Avenida do Brasil, por exemplo, e verificar que toda a gente caminha pela ciclovia e não é, garantidamente, pela cor da mesma, mas sim por ser mais segura e confortável, sendo que a maioria destas pessoas nem tem mobilidade reduzida.”


Texto de Eduardo Carrêlo


Arte a preservar e que deve conviver pacificamente
com uma alternativa que não seja agressiva


Pesadelo sem qualquer valor artístico e vulgarizado na maioria das cidades
e que deve ser substituído por um piso seguro



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March 3, 2014

Acessibilidade sobre CARRIS

A CARRIS tem investido na adaptação da sua frota do serviço público, com vista a dotá-la de condições favoráveis ao transporte de passageiros com mobilidade reduzida. 
Uma boa notícia.



A CARRIS informa que atualmente mais de 50% da sua frota está equipada para transportar este segmento de passageiros, o que significa que estes autocarros têm um espaço específico para cadeira de rodas, espaldares e rampa de acesso.

Existe ainda um serviço especial de transporte que atua, sempre que possível, num sistema de porta a porta, dentro da rede de exploração CARRIS no concelho de Lisboa. O pagamento da viagem (quer para o passageiro quer para o acompanhante) será o preço de tarifa única, igual à praticada no serviço público regular. 


Mais uma boa notícia.

Ao promover todas as necessidades de mobilidade, para além do serviço regular de transporte, a CARRIS cumpre a sua obrigação como operador do Serviço Público de Transportes.


Saiba mais em:




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February 27, 2014

Forte e Concludente

Esta mensagem não precisa de tradução.
Basta estar com muita atenção.



Fonte: Associação Salvador





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February 23, 2014

O branco, o preto, o marrom e os buracos!


É quase unânime que a calçada é bonita e de grande valor patrimonial mas será que se adequa a todas as exigências atuais e que deve ser indistintamente aplicada em todo o lado?

Surgiu no século XIX e é ainda amplamente usada no calçamento de quase todas as cidades muito embora já estejamos no século XXI. É um piso geralmente desnivelado, que se baseia em pedras de formato irregular, geralmente de calcário e por vezes pontiagudas, intervaladas com buracos de maior ou menor dimensão.
O problema complica-se ainda mais quando pensamos nos cidadãos com mobilidade reduzida, nos pais com os carrinhos de bebés, nas pessoas mais idosas ou mesmo nas mulheres portuguesas que arrisquem o uso de sapatos de salto alto. Por isso é cada vez mais frequente vermos a maioria dos peões a caminhar à beira dos passeios ou seja, pela estrada, colocando a sua vida e a dos automobilistas em risco. Os deficientes motores, que necessitam de se deslocar em cadeiras de rodas, acabam por ser obrigados a converter-se em condutores de ligeiros sem matrícula, muito provavelmente, sem carta para o efeito. Não me lembro de encontrar no novo código da estrada normas que contemplem esta evidência. Afinal existem mais duas grandes categorias de veículos, para além dos pesados e dos ligeiros, a saber, as cadeiras de rodas com motor e as cadeiras de rodas sem motor!?
“Não podemos resolver problemas com o mesmo tipo de pensamento que usávamos quando os criávamos.” Albert Einstein.
A calçada aplicada nos passeios não é arte nem atracão, é um perigo público, um atentado à segurança de todos. Devia ser banida de todos os PASSEIOS. Se a limitássemos às zonas onde ela é efetivamente apreciada, executada com arte, e alvo da atenção turística, as Câmaras Municipais estariam a cuidar das pessoas e a preservar o património cultural. Contudo, ainda aqui, deveriam coexistir alternativas. O enfoque deve ser a segurança das pessoas e a promoção da liberdade de circulação de todos aqueles que têm Mobilidade Reduzida.
Quando surgiu, a calçada portuguesa, não estava vocacionada para os utilizadores ditos ‘deficientes’, sendo estes cidadãos com mobilidade reduzida simplesmente ignorados. Uma calçada em mau estado, portanto, não constituía um problema – bastava continuar a caminhada pela rua e a questão estava resolvida. 

Entretanto, o mundo mudou… e nós ainda não o fizemos!
Temos que passar do Sec.XIX para o Sec.XXI 

António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, prometeu limitar a calçada portuguesa às zonas históricas. E vai reforçando as razões. “A calçada é muito bonita para ver, mas péssima para andar. É escorregadia e é desconfortável" 

Finalmente o fim da calçada já está na agenda da CML.
Saiba mais AQUI.





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February 20, 2014

Redefine os teus limites


Esta é uma aplicação que liga turistas com Mobilidade Reduzida aos seus destinos. Tem como objetivo facilitar a procura de lugares turísticos acessíveis promovendo o contacto entre quem procura e os seus anfitriões. As viagens vão ser mais agradáveis porque o caminho a percorrer será feito com menos stress. 

Quem pensava que as apps eram uma moda passageira, desengane-se. Vieram para ficar. Ainda agora estamos no começo. Com o número de smartphones a crescer, cada vez existem mais ofertas com base nesta tecnologia. Podemos dizer que o céu é o limite. 
Saiba mais em HereWeGo




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