July 6, 2015

A cor dos meus sapatos


E se a cor dos seus sapatos o impedisse de aceder a uma parte da cidade?

“Como se sentiria se não pudesse entrar numa loja por ter sapatos castanhos? Ou olhos azuis? Ou mesmo um fato verde?”


Jorge Falcato, paraplégico há mais de três décadas, colocou estas questões numa conferência sobre acessibilidades e mercado de trabalho que se realizou recentemente na Câmara Municipal de Lisboa, enquadrada num parceria com a cidade alemã de Berlim e com a rede Eurocities. São questões que traduzem de uma forma simples mas pragmática os problemas inerentes à falta de acessibilidades na cidade.

Com esta intervenção, Jorge Falcato procurou fazer ver aos presentes que 
mais importante do que dizer que a mobilidade inclusiva é um investimento e não um custo, é ganhar a consciência de que ela “é um direito.


João Afonso, vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, sublinhou que esta é uma ideia que é preciso “partilhar em voz alta e de forma clara”, que “é um direito humano” e que “toda a gente tem direito à cidade”

A Eurocities, que reúne mais de 130 cidades europeias, considerou “inspirador” o trabalho que Câmara Municipal de Lisboa está a propor fazer ao nível da mobilidade inclusiva, nomeadamente, com o Plano de Acessibilidade Pedonal.

A Assembleia da República tem aprovado inúmera Legislação sobre esta matéria, a grande maioria em incumprimento, mas todos acreditamos que este Plano de Acessibilidade Pedonal, apresentado publicamente, no mínimo, vincula a Câmara Municipal de Lisboa e os seus responsáveis, ao desígnio de tornar Lisboa uma Cidade Acessível para todos.

A questão agora é saber se o novo Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa é apenas mais um Plano. A verdade é que os cidadãos com Mobilidade Reduzida continuam maioritariamente ‘fechados em casa’ porque os Planos não são implementados ou não são implementados com rigor.


Para Jorge Falcato, a falta de acessibilidades é “o arame farpado” que existe em toda a cidade e que impede demasiadas pessoas “de chegar a muitos sítios (…) vocês não veem (…) nós vemos (…) por isso é que temos pressa”

          
           
      Jorge Falcato intervém às 4:22:34... uma mensagem que vale mil Decretos-Lei. 


O MINUTO ACESSÍVEL considera que "a ACESSIBILIDADE deve ser encarada como uma necessidade de todos os cidadãos e não apenas para aqueles que conjunturalmente ou de forma permanente tenham Mobilidade Reduzida".  


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June 30, 2015

Estacione o seu Post-It


Se já alguma vez estacionou ilegalmente nos lugares reservados às pessoas com Mobilidade Reduzida, ou se considera vir a fazê-lo, RECONSIDERE. Seja consciente e respeite estes lugares de estacionamento. Existem para aqueles que necessitam de espaço para retirar uma cadeira de rodas ou que tenham outro tipo de dificuldade motora, tenham a vida mais facilitada.


Muito provavelmente este condutor NUNCA mais vais estacionar num lugar reservado a pessoas com dificuldades motoras





Com a colaboração de Ana Catarina Pereira e Alcina Ló



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June 26, 2015

Complicamos e EXCLUÍMOS


Por mais que se lute contra a ‘’Calçada Portuguesa’’, em locais sem qualquer sentido histórico, como é o caso da maioria dos ‘nossos Passeios’, começaram a surgir cada vez mais PASSADEIRAS EM PEDRA. Um local que deveria ser de fácil acesso e que permitisse uma passagem rápida, é agora um perigo para quem tem Mobilidade Reduzida. Lisboa, desde a Praça do Comércio até à ‘nova’ Ribeira das Naus, só para dar um exemplo recente, é um caso paradigmático. Os Arquitetos deviam criar ambientes urbanos seguros ao invés de complicarem e excluírem as pessoas. 


É estranho perceber que quando se tem que decidir entre a pedra e as pessoas, 
se escolha a pedra!?

Não me vou alongar mais e espero que o vídeo seja explícito para que todos percebam que em vez de se eliminar barreiras arquitetónicas ainda se estão a criar mais em 2015, refere Sérgio Lopes, o autor do vídeo.


Tudo isto acontece violando o Decreto-Lei n.º 163/2006 e num momento em que o Plano Pedonal para Lisboa já foi aprovado, onde se estipula que este tipo de situações não são aceitáveis.

Estranha forma de olhar uma Sociedade que se pretende que seja INCLUSIVA. 


Com a colaboração de Sérgio Lopes



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June 24, 2015

Use CAPACETE com 'cabeça'

O egoísmo e a insensibilidade de alguns determinam, e talvez expliquem, a nossa falta de civismo. Infelizmente sabemos que ainda há por aí muitos imbecis superficiais e imbecis profundos.

Marina Cascais, dia 21 de junho



No momento em que estacionar, 
o RESPEITO tem que ter um espaço garantido.


  
Saiba mais em: 


Com a colaboração de Rita Roda Saraiva




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June 19, 2015

Alfabeto TÁTIL

Já parou para pensar como é que as Pessoas com 
deficiência invisual e auditiva se comunicam?


Com o objetivo de facilitar a comunicação entre este grupo de pessoas e os demais, está a ser desenvolvida a Mobile Lorm Glove, uma luva inteligente que, por meio de sensores, é capaz de transformar toques na palma da mão em caracteres e enviá-los em forma de SMS para um telemóvel. O contrário também é possível: ao receber um SMS, as palavras são transformadas em vibrações. 


Acredita-se que esta tecnologia pode vir a revolucionar totalmente o modo e a forma como as pessoas com deficiência invisual e auditiva se comunicam e dessa forma aumentar a sua qualidade de vida


Saiba mais em:



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June 18, 2015

Empenho a 100%




O talento não tem limites











As pessoas com deficiência têm talento. 
Não ignore esta realidade. 

SEJA INCLUSIVO



Saiba mais em Associação Salvador



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June 12, 2015

ASILO é coisa do passado



Weesp é um município dos Países Baixos e abriga um ASILO bastante incomum.






Na verdade, o nome asilo deixou de ser apropriado para o lugar que mais se parece com uma vila. Hogeweyk é o nome da vila projetada especialmente para o cuidado de idosos com demência, especialmente demências degenerativas como o Alzheimer.



O lugar é realmente fantástico e já foi comparado com o filme “O Show de Truman“, porque existem por lá médicos, enfermeiros e especialistas que trabalham para cuidar dos 152 residentes. Os residentes da vila são mais ativos que os residentes de asilos convencionais e precisam de menos medicamentos.


A vila foi criada com 23 casas especialmente projetadas para pessoas da terceira idade que sofrem de demência. O que também é bastante interessante é que os cuidadores dão o máximo de privacidade e autonomia aos moradores. Vestem roupas normais, em vez de roupas clínicas, para que as suas ações se enquadrem perfeitamente no papel de vizinhos. Eles também não interferem quando os residentes decidem falar sobre suas memórias, seu passado e história. Todos os funcionários do lugar estão lá apenas para dar o apoio necessário à situação delicada dos idosos.





Por lá tem supermercado, restaurante, bar e cinema. As ruas, as praças, os parques e os jardins foram todos desenvolvidos para que os idosos pudessem transitar livremente sem grandes problemas. E é isso que eles fazem. Os médicos e enfermeiros são instruídos para fazer que a vivência dos idosos seja o mais parecido com o mundo real. Embora as condições de demência possam exigir grandes cuidados, são os próprios moradores que fazem as compras no supermercado e ajudam no preparo da comida em casa.









Apenas os aspetos financeiros são deixados de lado devido à sua complexidade. Por isso mesmo não existe moeda e tudo está incluído no custo que se paga para se ir para lá viver. 


Deixe-se ir e não perca esta excelente reportagem da CNN.
Algo que devíamos copiar


Os residentes são cuidados por 250 enfermeiros e especialistas 
que vagueiam pela cidade e possuem uma infinidade de profissões na vila, como por exemplo caixas de supermercado




Saiba mais em: DEMENTIA VILLAGES

Com a contribuição de Rita Valadas


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