September 18, 2015

SIMPLIFIQUE quase tudo…



As deficiências correspondem a um desvio relativamente ao que é geralmente aceite como estado biomédico normal (padrão) do corpo e das suas funções. As deficiências podem ser caracterizadas como temporárias ou permanentes, progressivas, regressivas ou estáveis, intermitentes ou contínuas.

Muitas pessoas ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime essa possibilidade, nem as dificuldades e vice-versa.


O QUE SE DEVE TER EM ATENÇÃO AO PRESTAR AJUDA A UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL


  • Não deve tratar um deficiente visual por “cego” ou “ceguinho”. É uma abordagem pejorativa uma vez que ninguém gosta de ser rotulado.
  • É bom saber que nem sempre as pessoas com deficiência visual precisam de ajuda. Se encontrar alguém que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça ajuda.
  • Nunca ajude sem perguntar como fazê-lo. Se a resposta for positiva, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
  • É sempre bom avisar, antecipadamente, sobre a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e outros obstáculos durante o trajeto.
  • Algumas pessoas, sem perceber, falam com um tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que ela tenha, também, uma deficiência auditiva que o justifique, não grite. Fale com um tom de voz normal.
  • Não se deve brincar com um cão-guia uma vez que ele tem a responsabilidade de guiar o seu dono. Não deve ser distraído dessa função.




O QUE SE DEVE TER EM ATENÇÃO AO PRESTAR AJUDA A UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA MOTORA


  • Ao conversar com uma pessoa numa cadeira de rodas, caso seja possível, lembre-se de se sentar para que ambos fiquem ao mesmo nível. 
  • Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa que esteja sentada numa cadeira comum. 
  • Nunca movimente uma cadeira de rodas sem antes pedir permissão e sem saber como o deve fazer adequadamente. 
  • O piso é uma variável fundamental para que uma pessoa que se desloque numa cadeira de rodas não fique numa situação incómoda. Pergunte sempre qual o melhor caminho a seguir sabendo à partida que o piso em calçada é totalmente inapropriado. 
  • Para subir degraus incline a cadeira para trás e movimente-a no sentido ascendente. Mantenha as rodas apoiadas, degrau a degrau. Para descer o processo é inverso. Nesta situação é mais seguro se uma outra pessoa se colocar à frente, de forma a garantir que a descida é feita degrau a degrau, sempre com as rodas apoiadas no chão. 
  • Se souber transmita com clareza qual o grau de acessibilidade do lugar onde o deficiente motor se encontra, nomeadamente indique se existem degraus, rampas, elevadores, instalações sanitárias adequadas, etc.



O QUE SE DEVE TER EM ATENÇÃO AO PRESTAR AJUDA A UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA


  • Use um tom de voz normal a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Fale de frente para a pessoa e garanta que a sua boca está sempre visível. 
  • Se conhece a linguagem gestual, use-a. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. As suas tentativas serão apreciadas e estimuladas. Seja expressivo. 
  • As pessoas surdas não conseguem identificar alterações subtis do seu tom de voz sempre que expressa, por exemplo, sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade. Assim, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo podem ajudar a melhorar a sua comunicação. 
  • Mantenha sempre contacto visual. Tente não desviar o olhar porque pode passar a falsa indicação de que a conversa terminou. 
  • Muitas vezes uma pessoa surda não tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está a querer dizer, não se acanhe em pedir para que repita. 
  • Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.

  

Em todos os casos deve respeitar o ritmo das pessoas com mobilidade condicionada ou com algum tipo de deficiência.





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September 9, 2015

Inocência por momentos



As crianças são sempre muito mais espontâneas, genuínas e criativas. À medida que o tempo passa, todos nós, de alguma forma, VAMOS COLECIONANDO PRECONCEITOS



A condição das pessoas com deficiência é um terreno fértil para o preconceito, em razão de um distanciamento em relação aos padrões físicos e/ou intelectuais tidos como normais.

O preconceito em relação às pessoas com deficiência vem muitas vezes imbuído de um sentimento de negação, ou seja, a deficiência é vista apenas como limitação ou como incapacidade. A sociedade, embora tenha um discurso que prega a INCLUSÃO SOCIAL  de pessoas com deficiência, ainda vê essas pessoas pelo que não têm, ou pelo que não são. 

Ainda não nos acostumámos a olhar para as pessoas portadores de deficiência 
pelo que têm ou pelo que são.






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September 4, 2015

35 Milhões de PEDRAS


O novo Museu Nacional dos Coches, recentemente inaugurado em Lisboa, evidencia claramente a falta de visão que muitos arquitetos têm relativamente à criação de soluções inclusivas. 

O discurso arquitetónico não consegue alinhar-se com as necessidades sociais e éticas da cidade contemporânea. Com a relação tensa entre a teoria e a prática, a irrelevância social no design é onipresente.



Um cidadão com Mobilidade Reduzida vai ter muita dificuldade em aceder ao museu. Mais uma vez a PEDRA tomou conta do espaço exterior e ditou quem entra e quem fica à portaNo interior, ao nível do piso superior, existirem passadiços que permitem uma vista aérea da exposição mas o arquiteto excluiu os cidadãos em cadeira de rodas, uma vez que existe um painel longitudinal opaco que impede o deficiente de visionar o piso inferior.




Paulo Mendes da Rocha, arquiteto responsável pelo projeto, afirmou que o Novo Museu dos Coches “é um marco na arquitetura portuguesa” e “espera que que o povo goste da obra”. Gastaram-se 35 milhões de euros, excluíram-se muitos portugueses e embora o arquiteto seja brasileiro, a culpa é nossa.

A moda da Ribeira das Naus e do Parque das Nações, em que todo o piso é empedrado, emerge de novo em pleno Sec.XXI, ainda que contrarie o definido pelo Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa. Os responsáveis da autarquia afirmam que o plano se encontra em execução, seguramente deficitária, já que ninguém se preocupa em fazê-lo cumprir.
 



Com a colaboração de Carlos Nogueira




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August 31, 2015

Quebrar barreiras


AUTISMO é uma alteração "cerebral / comportamental" que afeta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia. A maioria das pessoas com autismo presta muita atenção aos detalhes e à exatidão, possuem uma capacidade de memória muito acima da média, retêm com facilidade todas as informações associadas a rotinas, conseguem concentrar-se nas suas áreas de interesse específico durante muito tempo e são pessoas leais e de confiáveis. Normalmente destacam-se em habilidades visuais, música, arte e matemática.



Com 3 anos, Otávio Cunha fala sobre o seu irmão autista, Ítalo Cunha, que tem 6 anos. Enfatiza ele, “E eu também…”





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August 26, 2015

Passeios LIVRES



O estacionamento nas zonas pedonais é proibido. Para além das calçadas em pedra, o estacionamento em cima dos passeios, por exemplo, é mais um obstáculo que as pessoas com Mobilidade Reduzida têm que ultrapassar. Muitas vezes a tarefa é impossível. A falta de civismo, associada à falta de fiscalização, são a receita ideal para que a nossa PAISAGEM URBANA seja comparável, em muitos casos, ao que se observa em países sem lei e sem ordem. A ‘autoridade’ é frouxa e vai permitindo que esta situação se vulgarize. Hoje em dia, estacionar o carro em cima dos passeios, bloqueando a mobilidade dos cidadãos, é considerado algo completamente normal.

As novas tecnologias têm possibilitado resolver muitos dos nossos problemas. Este é mais um. Uma APP denominada por TowIt, já em uso em alguns municípios nos Estados Unidos e no Canadá, pode ajudar a minimizar o problema. A aplicação foi criada por Michael McArthur, em Toronto. Consiste num mapa da cidade, no qual o utilizador pode publicar de imediato a fotografia da viatura mal estacionada, com a matrícula e a indicação da sua localização.

Aceda aqui à aplicação Towlt. Se as autoridades policiais monitorizarem este site, para além de perceberem melhor o estado da nossa ‘Selva Urbana’, passam a poder agir em tempo real.

Considerando que não há uma relação direta entre o condutor do veículo que cometeu a infração, e o proprietário do veículo, sendo um automóvel um ativo transmissível, e considerando que as ocorrências se dão no espaço público, não está em causa, qualquer violação do direito à privacidade (...) A matrícula de um automóvel não é um traço identitário de um indivíduo ou cidadão, não se consubstanciando assim qualquer ilegalidade na sua publicação em espaço público (…) Na realidade quando um cidadão reporta às autoridades uma ilegalidade no estacionamento, como por exemplo quando telefona para a PSP ou para a EMEL, já reporta todos os dados supramencionados, sem que nunca se tivessem levantado quaisquer questões jurídicas relacionadas com a privacidade do proprietário do veículo em infração (…) O método com a referida aplicação é exatamente o mesmo, mas através de meios eletrónicos


Faça aqui o download da APP: 


   
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Conheça aqui a ‘nossa Garagem Colorida


Fonte: Blog Passeio Livre



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August 23, 2015

Calçada 'RECICLADA'

CALÇADA PORTUGUESA deve ser valorizada enquanto uma forma de arte, mantida nas Praças Públicas mais relevantes, e não como um simples pavimento pedonal, aplicada em tudo o que são zonas pedonais.



Imaginem CALÇADAS DE BORRACHA RECICLADA: planas, antiderrapantes, muito resistentes, não quebram, não racham, absorvem impactos, têm uma durabilidade longa, fáceis de colocar, fáceis de manter e amigas do ambiente já que reaproveitam resíduos altamente poluentes quando não reciclados. 

Um pneu demora cerca de 600 anos a decompor-se.




Este tipo de soluções levanta sempre questões sobre a permeabilização dos solos ou a falta dela. É uma falsa questão. Estas faixas não necessitam de ocupar todo o espaço pedonal. Basta uma faixa com 1,2 metros de largura. Ainda assim, não necessitam de ficar compactas já que basta uma fresta com 07mm para que a água penetre no solo.

Uma solução inclusiva, de baixo custo, que pode resolver um problema, ‘resolvendo dois’: o problema das calçadas que comprometem a locomoção das pessoas com Mobilidade Reduzida e o reaproveitamento dos pneus em fim de vida.


“Não podemos resolver problemas com o mesmo tipo de pensamento que usávamos quando os criávamos.” Albert Einstein.



Com a colaboração de Maria Nunes Abreu‎



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August 21, 2015

PORTO!



Bem mais à frente

PORTO, a cidade é para o Cidadão






LISBOA fica-se com a renovada Ribeira dos ‘Calhaus’, totalmente inacessível a cidadãos com Mobilidade Reduzida, e com o seu ex-libris, o Parque das ‘Pedras’, uma ‘nova cidade dentro da cidade’, cujas zonas pedonais excluem grande parte das pessoas

Excluindo o novo Parque do Campo Grande e pouco mais, quase tudo continua a ser feito em pedra. As pessoas que necessitam de uma cadeira de rodas para se deslocarem continuam a ficar, maioritariamente, em casa. Para os menos atentos, a Cidade dos Flintstones é ficcional…






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