October 20, 2015

O “ALGODÃO não engana”


No dia 22 de julho de 2008 teve formalmente início a empreitada de remodelação da Sala das Sessões da Assembleia da República, a qual teve como objetivo dotar aquele espaço de melhores condições para todos aqueles que ali desempenham as suas funções. 4,5 Milhões de euros depois, a centenária Sala das Sessões reabriu em março de 2009.

Deputados passaram a ter acesso a computadores individuais, a partir dos quais registam a sua presença no plenário, fazem as votações, ou dirigem requerimentos e perguntas ao Governo. O chão e as bancadas são novos, bem como o sistema de iluminação, que passa a ter uma luz mais "fria", adaptada à captação de imagens, com a particularidade de incluir uma luz especial, azulada, que potencia o estado de alerta em momentos do dia de maior sonolência. Foi também instalado um novo sistema de ar condicionado e até as estátuas e as pinturas foram limpas. As paredes das galerias têm um novo isolamento, com tratamento acústico, o relógio da sala foi recuperado e os computadores, da primeira e da segunda filas, vão poder aceder aos quatro ecrãs de projeção agora disponíveis, onde os deputados podem exibir gráficos ou textos. Deixou de haver lugar para "info-excluídos". Tudo passou a ser informatizado.

O hemiciclo do início do século XX chega agora ao século XXI, mas o acesso à Casa da Democracia por parte de cidadãos com Mobilidade Reduzida, que sempre foi muito difícil, para não dizer que na maioria dos casos é impossível, continua como era.


E agora que foi eleito um deputado com Mobilidade Reduzida 
e que necessita de uma cadeira de rodas para se deslocar?


O deputado Jorge Falcato


Os mesmos deputados que em 2006 legislaram, através do Decreto-Lei n.º 163/2006,de 8 de agosto, que veio revogar o Decreto-Lei nº123/97, de 22 de maio, com o objetivo de precisar melhor alguns aspetos que não facilitavam a cabal aplicação do diploma, para além de alargar as Normas Técnicas de Acessibilidade também aos edifícios habitacionais, foram os primeiros a fazer ‘letra morta do que aprovaram.  

O facto dos Serviços do Parlamento evidenciarem abertura para rapidamente encontrarem soluções, não esconde o essencial. Na verdade, o “algodão não engana”. Esta situação testemunha com clareza porque é que Portugal continua a ser um país que exclui as Pessoas com deficiência e continue a ser, quando comparado com a maioria dos países da União Europeia, um PÁRIA.


Para RESPIRARMOS um pouco melhor e percebermos o que significa o valor da inclusão, vamos até ao Parlamento do Reino Unido


Portugal é um Estado de Direito e o recurso aos tribunais parece ser a única via que a partir de agora, tal como o Minuto Acessível definiu na sua estratégia, deve ser considerada. 

Há responsáveis e temos que os encontrar





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October 12, 2015

O Médico das ATIVIDADES…


O TERAPEUTA OCUPACIONAL é o médico das atividades. Reabilitam as pessoas para as atividades que elas deixaram de poder fazer, por força de alguma condição motora, cognitiva, emocional ou social. Essas condições podem estar presentes desde o nascimento, serem desenvolvidas com a idade ou resultarem de um acidente, doença ou lesão.




Parece simples mas requer muito empenho e competência.
São (A)migos Acessíveis.




Fonte: Occupational Science & Occupational Therapy, Vancouver Canada
Rosie Higgins e Sylvie Rousseau


Saiba mais AQUI
sobre o que é a Terapia Ocupacional




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October 7, 2015

Ouça a VIDA ao máximo



Diariamente, as pessoas com deficiência auditiva têm que ultrapassar os inúmeros obstáculos que o mundo que temos vindo a desenvolver lhes criou. Muitos acabam por se afastar das pessoas simplesmente porque são incapazes de apreciar os sons invariáveis da vida. Esta incapacidade de interagir com a audiência predominante coloca-os em desvantagem.

Há sons, os SONS CRÍTICOS, que devem ser descodificados e transmitidos às pessoas com deficiência auditiva da forma mais eficaz possível. Ignorá-los, pode conduzir a situações indesejáveis. Em situações limite, não ter em conta esta situação, pode mesmo dar origem a acidentes colocando em risco a vida das pessoas.



Não seria interessante se a tecnologia nos ajudasse a reconhecer muitos dos sons mais comuns, fundamentalmente aqueles que assinalam emergências? 

Nesse sentido, foi desenvolvida uma APP que separa o ANTES do DEPOIS…


ANTES...




DEPOIS...




A INCLUSÃO é um valor imensurável



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October 2, 2015

Mentalidade DEFICIENTE



Muitas vezes constatamos que existe um CONTRASTE PERTURBADOR entre o que se espera das pessoas e o que elas realmente fazem.









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September 26, 2015

アクセシビリティno JAPÃO

RESPEITO - BOA VONTADE - SIMPLICIDADE



CAPITAL JAPONESA é acessível para pessoas com qualquer tipo de deficiência. Piso tátil por toda parte. Informações em braille. Nos locais públicos, como parques, há sempre uma casa de banho adaptada. Para quem usa uma cadeira de rodas, as calçadas são planas, sem buracos, e com rampas suaves para que o atravessamento das ruas seja seguro e facilitado.

Sabemos que o JAPONÊS é famoso por resolver seus problemas com tecnologia de ponta. Mas o que a gente percebe é que na questão da acessibilidade, o respeito, a boa vontade e, muitas vezes, as medidas simples, são os ingredientes mais adequados para ajudar a resolver os problemas. 



(...) o outro lado do mundo pode ensinar-nos muito sobre inclusão (...)




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September 22, 2015

Uma espécie de IDIOTA…

Ser idiota, egoísta e ter saúde, são as condições necessárias para ser PROTAGONISTA desta comédia. 

Algo que também temos por cá… infelizmente!



Se já alguma vez estacionou ilegalmente nos lugares reservados às pessoas com Mobilidade Reduzida, ou se considera vir a fazê-lo, RECONSIDERE. Seja consciente e respeite esses lugares de estacionamento.


Com a colaboração de Maria Nunes Abreu




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September 18, 2015

SIMPLIFIQUE quase tudo…



As deficiências correspondem a um desvio relativamente ao que é geralmente aceite como estado biomédico normal (padrão) do corpo e das suas funções. As deficiências podem ser caracterizadas como temporárias ou permanentes, progressivas, regressivas ou estáveis, intermitentes ou contínuas.

Muitas pessoas ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime essa possibilidade, nem as dificuldades e vice-versa.


O QUE SE DEVE TER EM ATENÇÃO AO PRESTAR AJUDA A UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL


  • Não deve tratar um deficiente visual por “cego” ou “ceguinho”. É uma abordagem pejorativa uma vez que ninguém gosta de ser rotulado.
  • É bom saber que nem sempre as pessoas com deficiência visual precisam de ajuda. Se encontrar alguém que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça ajuda.
  • Nunca ajude sem perguntar como fazê-lo. Se a resposta for positiva, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
  • É sempre bom avisar, antecipadamente, sobre a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e outros obstáculos durante o trajeto.
  • Algumas pessoas, sem perceber, falam com um tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que ela tenha, também, uma deficiência auditiva que o justifique, não grite. Fale com um tom de voz normal.
  • Não se deve brincar com um cão-guia uma vez que ele tem a responsabilidade de guiar o seu dono. Não deve ser distraído dessa função.




O QUE SE DEVE TER EM ATENÇÃO AO PRESTAR AJUDA A UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA MOTORA


  • Ao conversar com uma pessoa numa cadeira de rodas, caso seja possível, lembre-se de se sentar para que ambos fiquem ao mesmo nível. 
  • Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa que esteja sentada numa cadeira comum. 
  • Nunca movimente uma cadeira de rodas sem antes pedir permissão e sem saber como o deve fazer adequadamente. 
  • O piso é uma variável fundamental para que uma pessoa que se desloque numa cadeira de rodas não fique numa situação incómoda. Pergunte sempre qual o melhor caminho a seguir sabendo à partida que o piso em calçada é totalmente inapropriado. 
  • Para subir degraus incline a cadeira para trás e movimente-a no sentido ascendente. Mantenha as rodas apoiadas, degrau a degrau. Para descer o processo é inverso. Nesta situação é mais seguro se uma outra pessoa se colocar à frente, de forma a garantir que a descida é feita degrau a degrau, sempre com as rodas apoiadas no chão. 
  • Se souber transmita com clareza qual o grau de acessibilidade do lugar onde o deficiente motor se encontra, nomeadamente indique se existem degraus, rampas, elevadores, instalações sanitárias adequadas, etc.



O QUE SE DEVE TER EM ATENÇÃO AO PRESTAR AJUDA A UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA


  • Use um tom de voz normal a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Fale de frente para a pessoa e garanta que a sua boca está sempre visível. 
  • Se conhece a linguagem gestual, use-a. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. As suas tentativas serão apreciadas e estimuladas. Seja expressivo. 
  • As pessoas surdas não conseguem identificar alterações subtis do seu tom de voz sempre que expressa, por exemplo, sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade. Assim, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo podem ajudar a melhorar a sua comunicação. 
  • Mantenha sempre contacto visual. Tente não desviar o olhar porque pode passar a falsa indicação de que a conversa terminou. 
  • Muitas vezes uma pessoa surda não tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está a querer dizer, não se acanhe em pedir para que repita. 
  • Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.

  

Em todos os casos deve respeitar o ritmo das pessoas com mobilidade condicionada ou com algum tipo de deficiência.





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