November 8, 2015

1093Km Horizontais…



BICICLETA e os CICLISTAS podem muito bem vir a ser os melhores ‘amigos’ das pessoas com deficiência motora. Em Lisboa é possível criar 1098Km de uma rede de ciclovias horizontais, ligando as principais zonas da cidade, com uma inclinação entre 0 e 4%. Significa que 63% das ruas da cidade têm menos de 4% de inclinação.

Lisboa é um exemplo paradigmático relativamente à falta de acessibilidades pedonais adequadas a um centro urbano. As pessoas, de uma forma geral, têm muita dificuldade em andar em Lisboa sem encontrarem obstáculos intransponíveis, seja pelo tipo de piso empedrado, seja devido aos carros parqueados em cima dos passeios, seja pelo mobiliário urbano como postes de iluminação, placards de publicidade, caixotes de recolha de lixo, ecopontos, balizadores de trânsito, etc., ou mesmo devido à inclinação inerente à cidade das 7 colinas. Quer a pé, quer de bicicleta, esta dificuldade é obvia e tem que ser solucionada.

O crescente uso da bicicleta pode ser o ‘trigger’ para que se encontrem novas soluções. Essas soluções têm que ser inclusivas e devem ter em conta, para além dos ciclistas, todas as pessoas que se desloquem a pé. Aqui há a necessidade de incluir todos aqueles que têm mobilidade reduzida, seja ela temporária ou permanente. Um cidadão que necessite de uma cadeira de rodas para se deslocar,não tem hoje qualquer possibilidade de andar em Lisboa.

Sabemos que a bicicleta é um meio de transporte alternativo, viável e promotor de Felicidade Individual e Coletiva, para além de promover a Sustentabilidade Económica e Ambiental da Sociedade.



O Projeto Lisboa Horizontal visa criar condições físicas e exequíveis que promovam a circulação de bicicletas na cidade, numa ótica utilitária e pragmática, abrangendo públicos-alvo como por exemplo os moradores, os que vêm trabalhar para a cidade, os estudantes, os turistas que por cá passeiam, etc. 


Será que é possível generalizar o uso da bicicleta como um meio alternativo viável e será que podemos compatibilizar as ciclovias com as necessidades das pessoas com Mobilidade Reduzida? A resposta deve ser SIM.




Saiba mais em Lisboa Horizontal

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November 2, 2015

SOSPhone


Investigadores da Universidade de Vila Real desenvolveram a aplicação móvel denominada por SOSPhone, com o intuito de ajudar as pessoas com Deficiência Auditiva a contactar os serviços de emergência, sem recurso a uma chamada de voz, recorrendo a um interface iconográfico.

O projeto é dirigido à comunidade surda mas poderá ser adaptado a grupos de cidadãos com necessidades semelhantes.

Com esta aplicação, o utente vai descrevendo a emergência, com elevado detalhe, através da seleção de ícones que surgem ao longo do atendimento.

No final, é gerado automaticamente uma mensagem SMS com todos os detalhes da ocorrência, as coordenadas de localização e a identificação da pessoa que realiza o pedido. Para evitar contactos indesejados ou alarmes falsos, cada utilizador deve registar-se no Sistema Nacional de Emergência




“Esta é uma aplicação inovadora à escala global. Não existem soluções que sigam o mesmo paradigma de comunicação não-verbal”, considerou Benjamim Fonseca, do Departamento de Engenharias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e responsável pelo projeto.






Uma ferramenta vital para a comunidade surda. Este pode ser interpretado como o 112 desta comunidade.






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October 27, 2015

Mãos LIVRES…

Ogo, a cadeira de rodas que nasceu de um Segway


Kevin Halsall criou uma cadeira de rodas que se baseia na tecnologia dos Segways

Literalmente, "construída em cima" de um Segway.

A nova "cadeira de rodas" distingue-se dos modelos convencionais, mesmo os elétricos, por não precisar de botões ou joysticks. A partir de pequenos movimentos do corpo, os sensores da Ogo fazem movimentar a cadeira em todas as direções, podendo mesmo atingir os 20 quilómetros por hora.




The disabled are exactly like you and me, they all need freedom and excitement in their life (…) And the fact that you can operate it completely hands-free makes Ogo a definite game-changer, KEVIN HALSALL


Saiba mais: Ogo Technology



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October 20, 2015

O “ALGODÃO não engana”


No dia 22 de julho de 2008 teve formalmente início a empreitada de remodelação da Sala das Sessões da Assembleia da República, a qual teve como objetivo dotar aquele espaço de melhores condições para todos aqueles que ali desempenham as suas funções. 4,5 Milhões de euros depois, a centenária Sala das Sessões reabriu em março de 2009.

Deputados passaram a ter acesso a computadores individuais, a partir dos quais registam a sua presença no plenário, fazem as votações, ou dirigem requerimentos e perguntas ao Governo. O chão e as bancadas são novos, bem como o sistema de iluminação, que passa a ter uma luz mais "fria", adaptada à captação de imagens, com a particularidade de incluir uma luz especial, azulada, que potencia o estado de alerta em momentos do dia de maior sonolência. Foi também instalado um novo sistema de ar condicionado e até as estátuas e as pinturas foram limpas. As paredes das galerias têm um novo isolamento, com tratamento acústico, o relógio da sala foi recuperado e os computadores, da primeira e da segunda filas, vão poder aceder aos quatro ecrãs de projeção agora disponíveis, onde os deputados podem exibir gráficos ou textos. Deixou de haver lugar para "info-excluídos". Tudo passou a ser informatizado.

O hemiciclo do início do século XX chega agora ao século XXI, mas o acesso à Casa da Democracia por parte de cidadãos com Mobilidade Reduzida, que sempre foi muito difícil, para não dizer que na maioria dos casos é impossível, continua como era.


E agora que foi eleito um deputado com Mobilidade Reduzida 
e que necessita de uma cadeira de rodas para se deslocar?


O deputado Jorge Falcato


Os mesmos deputados que em 2006 legislaram, através do Decreto-Lei n.º 163/2006,de 8 de agosto, que veio revogar o Decreto-Lei nº123/97, de 22 de maio, com o objetivo de precisar melhor alguns aspetos que não facilitavam a cabal aplicação do diploma, para além de alargar as Normas Técnicas de Acessibilidade também aos edifícios habitacionais, foram os primeiros a fazer ‘letra morta do que aprovaram.  

O facto dos Serviços do Parlamento evidenciarem abertura para rapidamente encontrarem soluções, não esconde o essencial. Na verdade, o “algodão não engana”. Esta situação testemunha com clareza porque é que Portugal continua a ser um país que exclui as Pessoas com deficiência e continue a ser, quando comparado com a maioria dos países da União Europeia, um PÁRIA.


Para RESPIRARMOS um pouco melhor e percebermos o que significa o valor da inclusão, vamos até ao Parlamento do Reino Unido


Portugal é um Estado de Direito e o recurso aos tribunais parece ser a única via que a partir de agora, tal como o Minuto Acessível definiu na sua estratégia, deve ser considerada. 

Há responsáveis e temos que os encontrar





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October 12, 2015

O Médico das ATIVIDADES…


O TERAPEUTA OCUPACIONAL é o médico das atividades. Reabilitam as pessoas para as atividades que elas deixaram de poder fazer, por força de alguma condição motora, cognitiva, emocional ou social. Essas condições podem estar presentes desde o nascimento, serem desenvolvidas com a idade ou resultarem de um acidente, doença ou lesão.




Parece simples mas requer muito empenho e competência.
São (A)migos Acessíveis.




Fonte: Occupational Science & Occupational Therapy, Vancouver Canada
Rosie Higgins e Sylvie Rousseau


Saiba mais AQUI
sobre o que é a Terapia Ocupacional




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October 7, 2015

Ouça a VIDA ao máximo



Diariamente, as pessoas com deficiência auditiva têm que ultrapassar os inúmeros obstáculos que o mundo que temos vindo a desenvolver lhes criou. Muitos acabam por se afastar das pessoas simplesmente porque são incapazes de apreciar os sons invariáveis da vida. Esta incapacidade de interagir com a audiência predominante coloca-os em desvantagem.

Há sons, os SONS CRÍTICOS, que devem ser descodificados e transmitidos às pessoas com deficiência auditiva da forma mais eficaz possível. Ignorá-los, pode conduzir a situações indesejáveis. Em situações limite, não ter em conta esta situação, pode mesmo dar origem a acidentes colocando em risco a vida das pessoas.



Não seria interessante se a tecnologia nos ajudasse a reconhecer muitos dos sons mais comuns, fundamentalmente aqueles que assinalam emergências? 

Nesse sentido, foi desenvolvida uma APP que separa o ANTES do DEPOIS…


ANTES...




DEPOIS...




A INCLUSÃO é um valor imensurável



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October 2, 2015

Mentalidade DEFICIENTE



Muitas vezes constatamos que existe um CONTRASTE PERTURBADOR entre o que se espera das pessoas e o que elas realmente fazem.









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