December 23, 2020

Boas Festas

Continuamos a viver momentos extraordinários e quase sem darmos por isso estamos de novo à porta do Natal.


O confinamento forçado, devido à pandemia, tem sido ‘experienciado’ por muitos de nós, ao logo de 2020. Esta condição de estarmos fechados ou impossibilitados de sair, no caso por razões sanitárias, é uma situação desconfortável que acrescenta ‘stress’ ao quotidiano de cada um. Infelizmente, para muitas pessoas com mobilidade reduzida, este desconforto é vivenciado todos os dias, desde há muitos anos, devido à falta de acessibilidades.

Era importante que todos pudéssemos contribuir para que a nossa sociedade se torne mais acessível, denunciando comregularidade a falta de acessibilidades, de modo a que seja possível desconfinar rapidamente todos aqueles que por motivos de mobilidade reduzida, não conseguem sair de casa.


O Minuto Acessível deseja-lhe um Feliz Natal e um excelente Ano de 2021, e que acima de tudo, todos se mantenham motivados e em segurança. 


Quando erámos crianças, muitos de nós perguntámos aos nossos pais qual o presente que gostariam de receber!  

Eles diziam, “Saúde e que no próximo ano não falte ninguém” 

Nós, obviamente, retorquíamos dizendo, “Não, não, estou a falar de um presente de verdade” 

Hoje, percebemos melhor a razão que tinham, porque os presentes não interessam nada se as cadeiras estiverem vazias.




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December 3, 2020

Espécies RARAS… DICAS

 Como falar com pessoas com deficiência?

Entender melhor a realidade do outro é fundamental para eliminar qualquer dificuldade e, desse modo, eliminar atitudes desagradáveis.


(...) PARA PESSOAS SEM DEFICIÊNCIA (...)










 Fonte: Catarina Oliveira

 

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October 13, 2020

'os nossos passeios'

Sempre foi comum dizer-se que ‘Tempo é Dinheiro’!?. A sabedoria popular tem a característica de ser oportuna, precisa e pertinente. Com apenas três palavras, este velho ditado popular pretende evidenciar que é necessário rentabilizarmos o nosso tempo. Atualmente, para além do tempo, há a necessidade de rentabilizarmos o nosso espaço. Provavelmente, fará sentido começar a dizer-se que ‘Espaço é Dinheiro’!? ou, se optarmos por um dos mecanismos de gestão mais conhecidos, a fusão, poderíamos reinventar o velho ditado e passar a afirmar que ‘Tempo e Espaço são Dinheiro’!?

* serve esta pequena introdução para vos falar sobre os ‘os nossos passeios’ *


Refiro-me aos passeios que temos em Portugal, aqueles que fazem parte da nossa via pública e que existem em todas as nossas cidades, vilas e aldeias. Carinhosamente, vou batizá-los por ‘os nossos passeios’. Toda este espaço junto, todos esses metros quadrados somados, constituem uma área com uma dimensão a perder de vista, mas que, no essencial, não serve para quase-nada!!? É verdade, quase ninguém os usa porque não foram feitos para serem usados pelas pessoas. Um destes dias estava a ver televisão e a minha atenção despertou para um anuncio que dizia, entre outras coisas, que: ‘podem tirar-me o fado, podem tirar-me a visão, podem tirar-me a calçada, podem até tirar-me a fala, mas não me tirem o azeite…’ Só depois percebi, que não era verdade, de facto ninguém queria remover a velha calçada dos passeios, muito pelo contrário, tratava-se apenas de uma técnica de comunicação que apelava à nostalgia pela positiva.


A tradição da calçada de ‘os nossos passeios é, segundo alguns, mais uma das montras vivas representativas da nossa cultura centenária e que devemos manter, no mínimo, por mais mil anos! Eu penso exactamente o contrário. Eu digo com convicção, que ‘os nossos passeios’ são um contribuinte líquido para o aumento da falta de acessibilidades. Excluem quase tudo e quase todos. Diariamente, nos locais mais diversos, todos nós vemos pessoas a caminhar à beira de ‘os nossos passeios’ ou, dito de outra forma, pela beira da estrada. É verdade, as pessoas escolhem, naturalmente, os caminhos que consideram mais adaptados à sua locomoção. Infelizmente, ‘os nossos passeios’ não têm essa característica fundamental. O problema complica-se ainda mais quando pensamos nos cidadãos com mobilidade reduzida, nos pais com os carrinhos de bebés, nas pessoas mais idosas ou mesmo nas mulheres portuguesas que arrisquem o uso de sapatos de salto alto


Por isso os vemos todos os dias a caminhar na estrada, na direcção dos automobilistas, colocando a sua vida, e a dos outros, em risco. Os deficientes motores que necessitam de se deslocar em cadeiras de rodas, acabam por ser obrigados a converter-se em condutores de ligeiros sem matrícula, muito provavelmente, sem carta para o efeito. Não me lembro de encontrar no código da estrada, normas que contemplem esta evidência. Afinal existem mais duas grandes categorias de veículos para além dos pesados e dos ligeiros, a saber, as cadeiras de rodas com motor e as cadeiras de rodas sem motor!

Mesmo assim, quando os nossos passeios têm a dimensão adequada, coisa rara, acabamos por encontrar de quase tudo a bloqueá-los: árvores, paragens de autocarro, ecopontos, obras, cabines telefónicas, postes de eletricidade, sinais de trânsito, etc. No enquadramento dos nossos compromissos comunitários enquanto país que deve ter em atenção a inclusão de todos os cidadãos europeus, tudo isto parece irreal, mas por aqui ninguém quer saber. Propositadamente, não me referi aos carros estacionados em cima dos passeios. Esse é um problema que depende apenas do nosso civismo ou da falta dele e, somos nós enquanto cidadãos, que o temos de resolver. Contudo, acredito seriamente, que as Policias e as Entidades Fiscalizadoras poderiam ajudar, se é que não há nenhum exagero neste tipo de pedido! Ainda assim, e no meio de tantos obstáculos, acaba por ser a velha e desadequada ‘calçada portuguesa’ o maior dos inimigos. 

Esta calçada em tudo o que são ‘os nossos passeios, é um contratempo desnecessário e dispendioso. Surgiu no século XIX e é ainda amplamente usada no calçamento em quase todas as cidades. Eu diria que é cada vez mais atual, muito embora já estejamos no século XXI. É um piso geralmente desnivelado, que se baseia em pedras de formato irregular, geralmente de calcário e por vezes pontiagudas, intervaladas com buracos de maior ou menor dimensão. Desnivelado porque na grande maioria dos casos nem se dão ao trabalho de nivelar o terreno e, com muitos buracos, porque também não se dão ao trabalho de os compactar devidamente. É, certamente, um piso excelente para algumas modalidades radicais, mas fica muito aquém de oferecer a segurança e o conforto necessários a quem se atreva a pisá-los sem usar equipamento adequado

As cadeiras de rodas só poderiam circular nos  ‘os nossos passeios se os pneus fossem idênticos aos dos tratores uma vez que não existem, ou não conheço, outro tipo de equipamento que seja viável para o efeito. Mas, alguns, são bonitos. Formam padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores, normalmente, o branco, o preto, o marrom e o vermelho. Bonitos, mas inúteis. Não sou nem tenho de ser contra este tipo de Decoração, apenas considero que devem coexistir alternativas ou então, fazê-lo apenas nas grandes praças e nunca nos passeios. Aí sim, podem fazer-se grandes ‘decorações’ para nos elevar o ego. 

Quem tem responsabilidades sobre o ordenamento/desenvolvimento das cidades e dos seus equipamentos, devia olhar para os outros países da Europa e perceber porque e como é que as pessoas usam, de facto, os passeios. É fácil, até pela televisão se percebe que os passeios na maioria dos países da comunidade não são como ‘os nossos passeios’, são Passeios a sério. As pessoas usam-nos das mais variadas formas: caminhando, de bicicleta, de patins, etc e os que têm mobilidade reduzida não encontram obstáculos. Criamos tantas comissões neste país que, me atrevo a sugerir, que criem a Comissão de Análise para os Passeios do Sec. XXI. O trabalho a desenvolver é simples: basta viajar, olhar com atenção e tirar notas. Temos que repensar os Passeios para evitar os erros cometidos e que continuamos a cometer. Vila Nova de Gaia já o começou a fazer. Qualquer um pode deslocar-se pelo passeio marítimo sem qualquer tipo restrições. Na cidade, a maior parte dos passeios são acessíveis e a sensação é boa.



Não uso o ‘Nunca’ nem o ‘Para Sempre’ mas tenho quase a certeza que, tal como não consigo deslocar-me na minha cadeira de rodas em sítios como o Parque das Nações, a nova Ribeira das Naus ou na nova Marina de Lagos, também já não será no meu tempo de vida que vou usar a maioria de ‘os nossos passeios’.

 

Lamento e sinto falta.

September 15, 2020

Só falta FISCALIZAR

Em agosto de 2016, o Minuto Acessível lançou uma Petição Pública com o objetivo de fazer com que o estacionamento abusivo nos lugares reservados a Pessoas com Deficiência passasse a ser considerado uma  contraordenação grave e que desse modo implicasse, pelo menos, a perda de dois pontos no novo sistema Carta por Pontos.


A Petição teve sucesso e o estacionamento em lugares reservados a pessoas com deficiência passou a ser considerado uma contraordenação grave. A alteração ao código da estrada foi publicada em Diário da República no dia 7 de julho de 2017, a nova lei entrou em vigor no dia 8 de julho de 2017


Em 2020 os abusos multiplicam-se, a toda a hora e em qualquer local, o que significa que as entidades com poderes para garantir o cumprimento da Lei estão ausentes ou desvalorizam os abusos. 

92-37-ZA


19-UN-44


02-MZ-34

74-RJ-89

91-DQ-85



39-UF-04


Precisamos que os homens e as mulheres que fazem parte dos corpos da GNR e da POLÍCIA sejam mais atuantes e mais competentes.


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August 12, 2020

Furnas do Guincho +INCLUSIVO



Para além de tudo o que o Furnas do Guincho oferece e da excelência das pessoas que ali trabalham, é importante relevar o sentido INCLUSIVO que o responsável do restaurante evidencia – o Sr. Alexandre – por ter promovido a alteração do piso dos lugares reservados a pessoas com deficiência que agora são em piso liso. Vai facilitar muito a vida de todos aqueles que visitarem o restaurante e que necessitem de uma cadeira de rodas para se deslocarem.


(...) a simpatia e a inclusão ultrapassaram os 'muros' da zona da restauração 
e chegaram ao estacionamento (...)

ANTES


DEPOIS

Raro em Portugal, que continua a empedrar tudo – como no século XIX – o que são zonas pedonais ou que são espaços para as pessoas usufruírem com conforto e em segurança. Como quase tudo, os estacionamentos são quase sempre em pedra/calçada pura e dura. 

Um exemplo a seguir.


Saiba mais AQUI


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July 29, 2020

AREA ‘Reservada’






A AREA é uma marca de artigos de decoração para casa e jardim, utensílios variados para cozinha, sala, quarto, casa de banho e escritório, assim como mobiliário de exterior e jardim. Esta oferta está disponível nas suas lojas, em diversos Centros Comercias.



No entanto, violando a Lei Portuguesa, nomeadamente, a Lei n º 46/2006, de 28 de agosto, que proíbe e pune a discriminação de pessoas com base na deficiência e o Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto, que define as normas técnicas de acessibilidade e estabelece as regras para sua aplicação, esta oferta não está acessível a todos.




A ‘ACESSIBILIDADE’ pode ser definida como a capacidade do meio de proporcionar a todos uma igual oportunidade de uso, de uma forma direta, imediata, permanente e o mais autónoma possível. Faça parte daqueles que querem ver um país mais acessível.


Recorra à APP + ACESSO PARA TODOS para classificar os espaços quanto à acessibilidade.



Conheça AQUI a lei


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June 19, 2020

Simples, eficiente e reciclável


No nosso país a grande maioria dos pisos são em pedra o que dificulta de sobremaneira a locomoção. Este problema é ainda mais grave para todos aqueles que se deslocam em cadeiras de rodas ou que têm algum outro tipo de mobilidade reduzida. Continuamos a optar por soluções desconfortáveis, inadequadas e antigas, apenas porque há quem considere que a PEDRA – a velha calçada – deve continuar a prevalecer, por questões culturais.

Hoje já existem soluções mais SIMPLES, mais EFICIENTES, mais CONFORTÁVEIS para as pessoas e, paradoxalmente, com custos mais baixos. São soluções RECICLÁVEIS e sem necessidades de manutenção significativas.

Recentemente, o Restaurante Paladar na Casa da Guia Cascais foi intervencionado com o objetivo de facilitar o acesso a todos aqueles que o visitam. Um exemplo em prol da cidadania que pode muito bem ser alargado a muitas outras áreas, nomeadamente, à grande maioria dos percursos pedonais.

O Prodelix, oferece este tipo de soluções, transformando resíduos plásticos urbanos num produto 100% reciclado, substituindo a madeira e a pedra. O aproveitamento destes resíduos urbanos evita que estes sejam encaminhados para os aterros, evita o abate de árvores e evita a extração de pedra. Ganham as pessoas e ganha o ambiente.




Contactos:
Pedro Guedes pedroguedes@prodelix.com – 910 070 097
@prodelix

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Saiba mais AQUI



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