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January 22, 2026

Nuno Markl DESABAFA

 "Agora, percebo com clareza o quanto este país se está nas tintas para a acessibilidade"

Este início de 2026 começou com boas notícias para Nuno Markl. Depois de ter sofrido dois AVC's, no mês de novembro do ano passado, e de estar, desde então, internado no hospital, foi permitido ao radioalista  sair excepcionalmente da unidade de saúde neste domingo, 18 de janeiro. A razão? Ir votar nestas últimas eleições presidenciais.

  • numa altura em que volta a estar mais activo pelas suas redes sociais, Markl acabou por fazer uma denúncia sobre uma situação que agora também o afecta, mais directamente.
  • ainda a recuperar, o comunicador continua a ter de se deslocar em cadeira de rodas, e lamentou que o país continue a não valorizar as queixas feitas por quem sente muitas dificuldades, no seu dia a dia.
  • como quis salientar, o humorista deparou-se com as ruas pouco ou nada preparadas para quem se desloca em cadeira de rodas, como é agora o seu caso.



"A escola onde votei tinha rampas; mas todo o passeio em redor era um inferno com uma cadeira de rodas. Agora percebo com clareza o quanto este país se está nas tintas para a acessibilidade"



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February 5, 2024

20 Anos de Conquistas

 


No dia 2 de agosto de 1998, a vida de

Salvador Mendes de Almeida mudou.

 

No dia 2 de novembro de 2023, a Associação Salvador

celebrou 20 anos a mudar vidas.

 

Já são 20 anos de histórias, 

amigos e mudanças!



A Associação Salvador atua na área da deficiência motora e foi fundada por Salvador Mendes de Almeida em 2003, com o objetivo de promover a inclusão de pessoas com deficiência motora e a melhoria da sua qualidade de vida, potenciando os seus talentos e sensibilizando para a igualdade de oportunidades. 

Todos nós, enquanto Comunidade, devemos de alguma forma estar orgulhosos, mas também gratos a todos aqueles que trabalham na Associação e que ao longo de 20 anos já mudaram tantas vidas. Sabemos que o futuro é esperançoso, quando conhecemos as histórias das centenas de pessoas que foram impactadas pelo apoio e competência da Associação, desde 2003. 

No dia 2 de agosto de 1998, o fundador da Associação, Salvador Mendes de Almeida, teve um acidente de mota que o deixou tetraplégico e mudou a sua vida radicalmente. Enfrentou uma nova realidade, com uma capacidade física diferente da que havia conhecido até então. Empenhou-se na fisioterapia, e com muito esforço e dedicação recuperou parcialmente alguns movimentos. Determinado a levar uma vida normal e foi conseguindo encontrar o equilíbrio necessário para continuar a sua vida. Completou os estudos em Marketing e, desafiado pelas dificuldades que encontrou na sociedade para uma pessoa com deficiência motora, decidiu fazer tudo o que estaria ao seu alcance para promover a inclusão de pessoas numa situação semelhante à sua, para uma vida plena e integrada na sociedade. Assim nasceu a Associação Salvador em 2003.






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December 14, 2022

O Mundo é lá fora!

 DESAFIOS DE UMA PESSOA COM #DEFICIÊNCIA

CONSIDERA LILIANA SINTRA


A vida transforma-se numa luta e num desgaste permanente, uma corrida de #obstáculos, porque tudo é difícil, complicado, cheio de entropias: se vais a um #concerto, não vês nada, no cinema obrigam-te sempre a ficar na primeira fila, não podes decidir ir ao restaurante que acabou de ser inaugurado porque ninguém fiscalizou as #acessibilidades e te é vedado o acesso, os elevadores do metro estão permanentemente avariados, as rampas dos #autocarros idem, os motoristas da #uber recusam a viagem quando avistam a tua cadeira de rodas e tens que avisar com seis horas de antecedência se quiseres entrar no #comboio. Até para a eventualidade de ir à casa de banho eu tenho que planear antecipadamente. Estou cansada de pensar em planos z para conseguir sair de casa e acabo por ficar sempre cá dentro.


As pessoas dizem, permanentemente: quase nunca vemos ninguém com deficiência nas ruas, a ocupar o #espaçopúblico, não há crianças com #mobilidade condicionada nos parques, nas zonas de brincadeiras infantis, não há casais com deficiência a fazerem desporto no espaço público.

E, surpresa: não é uma escolha das pessoas com deficiência! As crianças com deficiência estão desejosas de brincar como todas as outras, os adultos de socializar como todos os outros, os grupos de amigos com deficiência de viverem o espaço público como todos os outros. Mas esta realidade obriga-te, empurra-te para o #isolamento porque, no fim, o meio esgota todas as tuas energias.

Reabilitem o espaço, o #meio, não as pessoas!

 O Mundo é lá fora!


Créditos: Liliana Sintra

 

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June 11, 2022

“Aceitar, Adaptar e Avançar”


O mercado de trabalho desconhece a eficiência de uma pessoa com deficiência motora 



Considera João Antunes que, 

“Nos processos de recrutamento cheguei a ser questionado se por questões de imagem a utilização da canadiana seria algo momentâneo ou definitivo, e ouvi as desculpas mais incríveis para camuflar a falta de desejo e vontade em dar-me uma oportunidade”. 

"O pontapé de saída no mercado de trabalho foi dado em novembro de 2009, numa empresa de telecomunicações. Não me esqueço que, após o término da entrevista, fui questionado se era uma pessoa que costumava faltar por questões de saúde. Com base nesta questão, e apesar da minha resposta (só faltava ao trabalho se não me conseguisse levantar da cama), pensei que as minhas hipóteses eram perto de nulas. No entanto, tive uma agradável surpresa: fiquei com a posição e tive a oportunidade de conhecer colegas fantásticos e um country manager a que ainda hoje, passados mais de dez anos, agradeço tudo o que fez por mim”.

 “Esse ano de experiência ajudou-me a percorrer os primeiros quilómetros numa realidade completamente ímpar, mas nunca imaginando o que estava para vir. Nessa altura, quando olhava para a vida e fazia dela um videojogo onde as minhas escolhas eram feitas sem qualquer limitação, estava longe de pensar que alguns anos depois elas seriam infinitamente limitadas.”

“Quando deixei este emprego, posso afirmar que sofri em primeira mão as piores experiências de alguém que possui vontade de trabalhar, mas que face às suas limitações acaba por sofrer. Nessa fase, decidi arriscar em omitir no meu CV a adenda reportando a minha incapacidade física, isto porque pretendia que as pessoas me avaliassem pelas minhas valências e não pelo handicap que possuo”.

 “Durante o período de desemprego fui entrevistado numa esplanada de café, por falta de acessibilidades e de infraestruturas adaptadas. Muitas vezes, era forçado a visitar no dia anterior a empresa, para averiguar os sistemas de mobilidade do espaço. Fazia este trabalho prévio para não ser apanhado desprevenido no dia da entrevista”.

“As “negas” contínuas que fui acumulando estavam a tornar-me ainda mais forte psicologicamente, mesmo que a revolta muitas vezes se apoderava de mim. Não esperava compaixão, empatia ou ser utilizado como uma bandeira direcionada à inclusão no mercado de trabalho. O meu objectivo sempre foi aprender, evoluir enquanto profissional e ser humano e, acima de tudo, acrescentar valor à instituição que me desse a oportunidade”.

 “Passados alguns meses sem trabalho, sou convidado pelo anteriormente mencionado country manager a acompanhá-lo num novo desafio – ao qual respondi afirmativamente. Numa fase inicial desta nova aventura, conseguia deslocar-me até às instalações da empresa, mas sempre com a premonição de que mais tarde ou mais cedo aquela variável seria alterada até porque tanto o estacionamento, como os acessos às instalações, não estariam aptos para uma pessoa incapacitada fisicamente”.

 “Infelizmente, alguns meses depois dei início a uma nova realidade: o teletrabalho. Não sou o maior apologista deste modelo de trabalho para quem está a começar um novo desafio profissional. No meu ponto de vista é um obstáculo à integração, dificulta a compreensão dos processos da empresa e não permite conhecer adequadamente os colegas. Esta falta de entrosamento pode desencadear uma péssima experiência”. 

 

Queixas de discriminação por deficiência sobem 30%, a maioria por causa de acessibilidade



O Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) continua a fazer 'discursos', só registou uma contra-ordenação. O acesso a direitos fica em segundo lugar entre as queixas mais frequentes. Quem está no terreno fala de ineficácia da lei e de falta de fiscalização e o INR não se mexe!

 

 

 

Entrevistado: João Antunes : Natural de Lisboa. Brand Manager na Bee Engineering ICT. Lema de vida: aceitar, adaptar e avançar

  

Relacionado‘Naufrágio’,10 Anos DEPOIS

 

Fonte: PUBLICO



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April 9, 2021

O TABU da sexualidade

Um dos mitos mais comuns é considerar que as pessoas com deficiência não têm pensamentos e necessidades sexuais. Esta crença está relacionada com a ideia de que estas pessoas – que se encontram numa determinada condição física ou de consciência – são incapazes de usufruir de uma vida sexual adulta.

“Talvez o mais importante seja reconhecer que quebrar o tabu sobre a sexualidade de pessoas com deficiência ou incapacidade é quebrar o tabu da sexualidade de todas as pessoas”.


O que dizer sobre a sexualidade ‘na deficiência’…

Palavras sábias, as da Catarina | Uma Espécie Rara

 

Fontes:

 


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March 16, 2021

‘Milhões’ de ANOS DEPOIS

 .... continua em vigor a 'VIOLAÇÃO' do Decreto-Lei nº163/2006 ...


(…) começámos há 39 anos com um Decreto que nunca entrou em vigor (…) tivemos em 1997 o Decreto-lei 123/97 que determinava que em 2004 as cidades seriam acessíveis - espaço publico, espaço privado, via-pública, restauração, hotelaria, serviços, transportes, etc - em conformidade com as normas técnicas do decreto, mas não foi isso que se verificou (…) em 2006 é promulgada nova legislação – Decreto-Lei nº163/2006 – que acrescenta a obrigação de tornar acessível todo edificado habitacional, definindo para 2017 o que já se tinha determinado para 2004 (…) 


 Relacionados:


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January 15, 2020

CARRIS…!? uma Vergonha Nacional


A MISSÃO, a VISÃO e os VALORES da CARRIS, assumidos no seu site institucional, fazem-nos crer que estamos perante uma extraordinária Companhia, inovadora, competente e com um compromisso claro com o serviço que presta.

Assume, quando fala de ‘Compromissos com o Cliente’, responsabilidades relevantes, entre as quais, uma que destaco:
  • Em colaboração com as entidades competentes, assegurar que o serviço prestado possa ser facilmente utilizado por todos, implementando as medidas necessárias para permitir a acessibilidade daqueles clientes cuja mobilidade se encontre, por algum modo, reduzida.

Perante o relato do que sucedeu neste final de ano ao Sérgio Alexandre LopesUM CIDADÃO TETRAPLÉGICO – e pelo que sucede diariamente a tantos outros em situações similares, o comportamento desta Companhia, agora sob a gestão da CML, devia se denunciado como uma VERGONHA NACIONAL.



O relato impressionante do Sérgio 

Saí do Terreiro do Paço e dirigi-me à Praça do Martim Moniz, para a paragem onde passaria o 208, que garante o serviço noturno, de hora em hora. Começou a espera de 50 minutos.

O autocarro chegou às 2h40 e a rampa estava avariada. A temperatura era de cerca de nove graus e a primeira coisa que o motorista disse, pela janela, depois de ter tentado acionar umas seis vezes o dispositivo, foi ‘vai ter que esperar pelo próximo.’ Este é o discurso habitual.

Um pouco antes do autocarro parar, enviei sms para saber dali a quanto tempo seria o próximo e tinha a informação de que seriam 112 minutos.

Eu não estava sozinho e a Carmen já estava à frente do autocarro, informando os passageiros de que se não fôssemos todos, não iria ninguém. Neste momento, o motorista foi tentar abrir a rampa em modo manual, mas não conseguiu. Perguntei-lhe qual a alternativa que a CARRIS me daria e ele insistiu que eu teria que ‘esperar pelo próximo’.

Os passageiros foram informados, por nós, do motivo do bloqueio, da descriminação que a CARRIS promove diariamente, do descaso com que são tratadas as pessoas com mobilidade reduzida. Um dos passageiros que mais apoiou a nossa decisão, chamou a PSP.

O motorista, sem alternativa, entra em contacto com a central. Do outro lado oiço alguém – dizem eles que ‘é um CHEFE’ – ’Então, se não funciona, o passageiro tem de esperar pelo próximo autocarro’. Com esta tranquilidade.

CARRIS – Espere pelo próximo!
(esta deveria ser a frase assinatura da empresa)

Perguntei qual a garantia que me davam de que o próximo autocarro teria a rampa a funcionar. A resposta foi: ‘Esteja descansado que a central vai entrar em contacto com o colega e ele vai ver se a rampa funciona’. Conhecendo a CARRIS, e não de hoje, isto não é garantia nenhuma, mas sim um ‘fique a aguardar e depois logo se vê’. 

BEEN THERE! SEEN THAT!

Não confio na CARRIS. 
(muito menos numa madrugada com temperaturas abaixo dos 10 graus)

Entretanto, com autocarro impedido de avançar, tenho todo o tempo para descrever a situação aos agentes da PSP. Reforço que a situação é constante e, naquele contexto, tudo se torna ainda mais grave. Expliquei que tenho o mesmo direito que todos os passageiros a viajar naquele autocarro, que tenho passe, que a CARRIS incumpre a Lei 46/2006, que proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência e da existência de risco agravado de saúde, e que a alternativa que a CARRIS me estava a dar era um autocarro mais de 1h30 depois, sem garantias de ter uma rampa funcional.

Os agentes identificaram-nos e depois foram conversar com o motorista para perceber como a CARRIS pretendia resolver a minha situação. O motorista, sem meios de se justificar pela empresa, passou-lhes mesmo o telemóvel para falarem directamente com o ‘CHEFE’ que exigia que a PSP identificasse as pessoas que não deixavam o autocarro seguir a viagem. Ficamos assim a saber que a CARRIS pensa que dá ordens à PSP.

O motorista continuava a tentar seguir viagem, mas connosco e alguns passageiros em frente ao autocarro, era impossível.

O Sérgio e alguns passageiros impedem o autocarro de prosseguir viagem

Pelo mesmo motorista chega então a informação de que a CARRIS já teria um autocarro a caminho, reservado, apenas para me deixar em casa. Ou seja, não efectuaria quaisquer paragens para tomada ou largada de passageiros. Seria uma forma de me ‘compensar pela situação’, disseram.

Logo que o autocarro ‘reservado’ chegou, o motorista do primeiro queria ir embora, os agentes tentaram dissuadir-nos, mas, mais uma vez, por falta de confiança na CARRIS, foi impedido de ir até que a rampa fosse testada. A rampa estava… avariada, caros amigos.

O segundo motorista, visivelmente incomodado, garantiu que testara a rampa à frente do CHEFE e ‘estava boa.’

O primeiro motorista continuava a ligação com o ‘CHEFE’ da CARRIS. Apercebo-me que todos os passageiros estavam a sair do primeiro autocarro, por ordem da empresa, e que o tal autocarro ‘reservado’, iria continuar a carreira do primeiro.

Parece-me claro que o ‘CHEFE’ queria tentar libertar um autocarro, mas não aconteceu. E doravante não mais acontecerá. Ficaremos todos retidos: nós, os passageiros, os motoristas e os carros que forem enviados. Interpreto, este momento, a esta distância, como prova do foco errado da CARRIS, em relação ao que ali estava a ocorrer.

O motorista do segundo autocarro, sentindo-se inseguro, porque, por esta altura, os primeiros ânimos começavam a exaltar-se entre alguns passageiros, pergunta aos agentes da PSP o que deveria fazer e se seria seguro fazer aquela viagem.

Entretanto, a rampa deste último conseguiu ser aberta manualmente e entrei.

Os polícias, mais uma vez, pelo telefone, questionam o CHEFE da CARRIS acerca da situação. O ‘CHEFE’ foi peremptório – o primeiro autocarro seguiria fora de serviço e o segundo seguiria com todos os passageiros que se juntaram ali ao longo de mais de uma hora. E não éramos poucos. A resposta do senhor agente àquela decisão da CARRIS foi ‘vocês é que sabem a imagem que querem dar da empresa’.


Não somos cidadãos de segunda. 
Não deixarei que me tratem como se fosse.


Não sou o primeiro a fazer este tipo de ação, mas não podemos deixar que situações como esta se repitam, a cada hora, sem fazermos nada.

Agradeço ao grupo de passageiros que se juntou a mim. 
Agradeço aos agentes da PSP que, desde o início, disserem que não nos iam deter pela validade da nossa posição ali.



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September 23, 2019

Olhares e os Pensamentos...

 

É um facto que todos pensamos algo sobre os outros, fazemos muitas vezes pré-julgamentos sem realmente conhecermos o que está por trás de cada pessoa que nos rodeia.


 

Muitas vezes uma situação que consideramos trágica, dramática e sem solução abre-nos portas, janelas e proporciona oportunidades que nunca esperaríamos. Será que o que pensamos sobre o outro ou sobre uma determinada situação não nos diz muito mais sobre nós?

 

 

Fonte: Youtube - TEDx Talks

 


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April 10, 2019

Inclusive Future



A Plataforma DESIGN THE FUTURE, que ajuda a escolher cursos e carreiras, 
investe na inclusão.


Contribuir para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho passou a ser uma meta ativamente prosseguida pela plataforma vocacional Design the Future, graças a uma parceria feita com o Inclusive Community Forum – ICF – recentemente anunciada na sede da Nova SBE, em Carcavelos.

Neste momento, são muitos os vídeos disponibilizados na Design the Future que mostram exemplos de pessoas com deficiência integradas com êxito no mercado de trabalho. A iniciativa é o resultado de um projeto da Nova SBE e do ICF e o desafio que lançaram à Design the Future foi o de incluirmos e darmos destaque numa nova secção – a que chamámos o Inclusive Future – casos de sucesso e de empregabilidade de pessoas com algum tipo de deficiência, seja cognitivo, seja físico, explicou Inês Menezes, a responsável que lançou a plataforma vocacional há pouco mais de três anos.



Um dos testemunhos relatados em vídeo é o de Rodrigo Santos
Um jurista empregado na Fundação para a Ciência e Tecnologia que, o facto de ser cego, não o impediu de terminar o seu curso, ser integrado no mercado de trabalho, e estar agora a preparar a sua tese de mestrado.




A Plataforma integra, atualmente, mais de 200 vídeos com duração de 3 a 5 minutos, com reportagens e entrevistas com representantes de determinada profissão/função em diversas áreas. Cada vídeo é acompanhado de textos e percursos académicos que sugerem a oferta académica disponível para cada profissão.



O objetivo é que cada utilizador possa ter acesso às atividades profissionais que melhor se relacionam com o seu perfil vocacional e objetivos, permitindo uma escolha mais consciente e informada das oportunidades que o mercado de trabalho oferece.

< aceda AQUI à plataforma - clique na imagem >






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February 25, 2019

TOMI For All

Chama-se TOMI For All e garante que todos, independentemente das suas necessidades físicas ou cognitivas, possam procurar informação e serviços inteligentes na plataforma.



“As soluções que o TOMI For All preconiza, já desenvolveu e continua a desenvolver, são inovadoras e únicas em Portugal e a nível internacional. Destinando-se os equipamentos a espaços públicos esta oferta inclusiva faz todo o sentido”, considera Ana Garcia, presidente da Accessible Portugal



MOBILIDADE REDUZIDA
As novas evoluções da plataforma incluem um modo de acessibilidade para cidadãos com mobilidade reduzida, baixa estatura e crianças.




CEGOS E BAIXA VISÃO
As pessoas com visão reduzida e cegos, podem interagir autonomamente com o TOMI através do modo de navegação adaptado pelo toque e som.




DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Para as pessoas com deficiência auditiva, foram desenvolvidos vídeos em língua gestual que explicam como utilizar o TOMI.




DEFICIÊNCIA COGNITIVA
Os conteúdos são otimizados para serem mais fáceis de compreender por todas as pessoas, independentemente das suas capacidades cognitivas.
  



“Podemos ter acesso a um conjunto de informação que antes não teríamos. É sempre bom, tendo em conta que estas questões de acessibilidade são colocadas de parte. É ótimo nós podermos chegar ao pé de um TOMI e podermos aceder à informação disponibilizada conforme outra pessoa qualquer”, considera Eduardo Rito, Consultor / Utilizador cego


Diogo Martins, Grupo de Trabalho p/ Acessibilidade no Transporte Público – Câmara Municipal de Lisboa, afirma que “é uma questão de incluirmos realmente toda a sociedade num produto que estamos a disponibilizar a qualquer pessoa.”



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