
Os ‘nossos
passeios’ excluem quase tudo e quase todos. Diariamente, nos locais mais
diversos, todos nós vemos pessoas a caminhar à beira ‘dos nossos passeios’ ou,
dito de outra forma, pela beira da estrada. É verdade, as pessoas escolhem,
naturalmente, os caminhos que consideram mais adaptados à sua locomoção.
Infelizmente, os 'nossos passeios’ não têm essa característica fundamental.
Os
deficientes motores que necessitam de se deslocar em cadeiras de rodas, acabam
por ser obrigados a converter-se em condutores de ligeiros sem matrícula, muito
provavelmente, sem carta para o efeito. Não me lembro de encontrar no código da
estrada normas que contemplem esta evidência. Afinal existem mais duas grandes
categorias de veículos, para além dos pesados e dos ligeiros, a saber, as CADEIRAS
DE RODAS COM MOTOR e as CADEIRAS DE RODAS SEM MOTOR!
Propositadamente não me referi aos carros estacionados em cima dos passeios. Esse é um problema
que depende apenas do nosso civismo ou da falta dele e somos nós enquanto
cidadãos que o temos de resolver. Contudo, acredito que as
Policias e as Entidades fiscalizadoras poderiam ajudar, se é que não há nenhum
exagero neste tipo de pedido! Ainda assim, e no meio de tantos obstáculos,
acaba por ser a velha e desadequada ‘calçada portuguesa’, aplicada em tudo o
que é passeio e nas maioria das zonas pedonais, que representa ‘o maior dos inimigos.
Um contratempo desnecessário e dispendioso.
Temos
a obrigação de contribuir para alterar este paradigma:
(...) já há AUTARQUIAS MOTIVADAS para tornar o ambiente urbano mais inclusivo (...) Lisboa é o
exemplo mais recente