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October 30, 2023

Enviada ESPECIAL


Costuma dizer-se que “uma imagem vale mais que mil palavras e isso é mesmo verdade”, afirmou Marta Baptista Coelho, enviada especial a Londres, adiantando ainda que vale a pena dizer “que os pisos pedonais em Londres são mesmo feitos para as pessoas e essa comodidade só se sente quando os usamos”. Considera que em Portugal “é estranho constatar que quando se tem que decidir entre a pedra e as pessoas, se escolha a pedra”, numa clara alusão aos nossos percursos pedonais em Calçada.

 


Basta estar atento para se perceber que “por cá, diariamente, nos locais mais diversos, todos nós vemos pessoas a caminhar à beira dos passeios ou, dito de outra forma, pela beira da estrada e “o problema complica-se ainda mais quando pensamos nos cidadãos com mobilidade reduzida, nos pais com os carrinhos de bebés, nas pessoas mais idosas ou mesmo nas mulheres portuguesas que arrisquem o uso de sapatos de salto alto”, considerou.

 

É triste, mas é verdade

 

 

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August 6, 2022

O ‘MEIO’

 É O MEIO QUE NOS DEFICIENTALIZA

Nesta fotografia o atleta #paralímpico Antonios Tsapatakis posa para a fotografia de pé e em frente à sua cadeira de rodas num #ambiente subaquático.

 

  • isto só é possível porque em ambiente subaquático os corpos ficam mais leves e mais adaptáveis. 
  • o #corpo é o mesmo, a #deficiência permanece, o que muda?  O meio.
  • percebem então porque é importante retermos que é o meio sempre, mas sempre, que nos deficientaliza?  

Fonte: Liliana Sintra (LinkedIn)


Em Portugal, o melhor exemplo que nos impede de andar por aí, são os Passeios em Calçada. Parece que gostamos de criar obstáculos gratuitos. Facilmente se percebe que por cá, todos, ou quase todos, os percursos pedonais são feitos em pedra, digo em calçada, com a desculpa da dita cultura centenária. Nos outros países europeus – com quem nos podemos e devemos comparar – encontramos passeios lisos que oferecem mais conforto e segurança. Será que o lobby do calcário é assim tão forte? Deve ser.

 

 

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November 5, 2021

Porquê?

 


Somos tão competentes a criar comissões neste país, que me atrevo a sugerir que se crie a Comissão de Análise para os Passeios do século XXI

 

 

 

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#cardosof #minutoacessivel

October 13, 2020

'os nossos passeios'

Sempre foi comum dizer-se que ‘Tempo é Dinheiro’!?. A sabedoria popular tem a característica de ser oportuna, precisa e pertinente. Com apenas três palavras, este velho ditado popular pretende evidenciar que é necessário rentabilizarmos o nosso tempo. Atualmente, para além do tempo, há a necessidade de rentabilizarmos o nosso espaço. Provavelmente, fará sentido começar a dizer-se que ‘Espaço é Dinheiro’!? ou, se optarmos por um dos mecanismos de gestão mais conhecidos, a fusão, poderíamos reinventar o velho ditado e passar a afirmar que ‘Tempo e Espaço são Dinheiro’!?

* serve esta pequena introdução para vos falar sobre os ‘os nossos passeios’ *


Refiro-me aos passeios que temos em Portugal, aqueles que fazem parte da nossa via pública e que existem em todas as nossas cidades, vilas e aldeias. Carinhosamente, vou batizá-los por ‘os nossos passeios’. Toda este espaço junto, todos esses metros quadrados somados, constituem uma área com uma dimensão a perder de vista, mas que, no essencial, não serve para quase-nada!!? É verdade, quase ninguém os usa porque não foram feitos para serem usados pelas pessoas. Um destes dias estava a ver televisão e a minha atenção despertou para um anuncio que dizia, entre outras coisas, que: ‘podem tirar-me o fado, podem tirar-me a visão, podem tirar-me a calçada, podem até tirar-me a fala, mas não me tirem o azeite…’ Só depois percebi, que não era verdade, de facto ninguém queria remover a velha calçada dos passeios, muito pelo contrário, tratava-se apenas de uma técnica de comunicação que apelava à nostalgia pela positiva.


A tradição da calçada de ‘os nossos passeios é, segundo alguns, mais uma das montras vivas representativas da nossa cultura centenária e que devemos manter, no mínimo, por mais mil anos! Eu penso exactamente o contrário. Eu digo com convicção, que ‘os nossos passeios’ são um contribuinte líquido para o aumento da falta de acessibilidades. Excluem quase tudo e quase todos. Diariamente, nos locais mais diversos, todos nós vemos pessoas a caminhar à beira de ‘os nossos passeios’ ou, dito de outra forma, pela beira da estrada. É verdade, as pessoas escolhem, naturalmente, os caminhos que consideram mais adaptados à sua locomoção. Infelizmente, ‘os nossos passeios’ não têm essa característica fundamental. O problema complica-se ainda mais quando pensamos nos cidadãos com mobilidade reduzida, nos pais com os carrinhos de bebés, nas pessoas mais idosas ou mesmo nas mulheres portuguesas que arrisquem o uso de sapatos de salto alto


Por isso os vemos todos os dias a caminhar na estrada, na direcção dos automobilistas, colocando a sua vida, e a dos outros, em risco. Os deficientes motores que necessitam de se deslocar em cadeiras de rodas, acabam por ser obrigados a converter-se em condutores de ligeiros sem matrícula, muito provavelmente, sem carta para o efeito. Não me lembro de encontrar no código da estrada, normas que contemplem esta evidência. Afinal existem mais duas grandes categorias de veículos para além dos pesados e dos ligeiros, a saber, as cadeiras de rodas com motor e as cadeiras de rodas sem motor!

Mesmo assim, quando os nossos passeios têm a dimensão adequada, coisa rara, acabamos por encontrar de quase tudo a bloqueá-los: árvores, paragens de autocarro, ecopontos, obras, cabines telefónicas, postes de eletricidade, sinais de trânsito, etc. No enquadramento dos nossos compromissos comunitários enquanto país que deve ter em atenção a inclusão de todos os cidadãos europeus, tudo isto parece irreal, mas por aqui ninguém quer saber. Propositadamente, não me referi aos carros estacionados em cima dos passeios. Esse é um problema que depende apenas do nosso civismo ou da falta dele e, somos nós enquanto cidadãos, que o temos de resolver. Contudo, acredito seriamente, que as Policias e as Entidades Fiscalizadoras poderiam ajudar, se é que não há nenhum exagero neste tipo de pedido! Ainda assim, e no meio de tantos obstáculos, acaba por ser a velha e desadequada ‘calçada portuguesa’ o maior dos inimigos. 

Esta calçada em tudo o que são ‘os nossos passeios, é um contratempo desnecessário e dispendioso. Surgiu no século XIX e é ainda amplamente usada no calçamento em quase todas as cidades. Eu diria que é cada vez mais atual, muito embora já estejamos no século XXI. É um piso geralmente desnivelado, que se baseia em pedras de formato irregular, geralmente de calcário e por vezes pontiagudas, intervaladas com buracos de maior ou menor dimensão. Desnivelado porque na grande maioria dos casos nem se dão ao trabalho de nivelar o terreno e, com muitos buracos, porque também não se dão ao trabalho de os compactar devidamente. É, certamente, um piso excelente para algumas modalidades radicais, mas fica muito aquém de oferecer a segurança e o conforto necessários a quem se atreva a pisá-los sem usar equipamento adequado

As cadeiras de rodas só poderiam circular nos  ‘os nossos passeios se os pneus fossem idênticos aos dos tratores uma vez que não existem, ou não conheço, outro tipo de equipamento que seja viável para o efeito. Mas, alguns, são bonitos. Formam padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores, normalmente, o branco, o preto, o marrom e o vermelho. Bonitos, mas inúteis. Não sou nem tenho de ser contra este tipo de Decoração, apenas considero que devem coexistir alternativas ou então, fazê-lo apenas nas grandes praças e nunca nos passeios. Aí sim, podem fazer-se grandes ‘decorações’ para nos elevar o ego. 

Quem tem responsabilidades sobre o ordenamento/desenvolvimento das cidades e dos seus equipamentos, devia olhar para os outros países da Europa e perceber porque e como é que as pessoas usam, de facto, os passeios. É fácil, até pela televisão se percebe que os passeios na maioria dos países da comunidade não são como ‘os nossos passeios’, são Passeios a sério. As pessoas usam-nos das mais variadas formas: caminhando, de bicicleta, de patins, etc e os que têm mobilidade reduzida não encontram obstáculos. Criamos tantas comissões neste país que, me atrevo a sugerir, que criem a Comissão de Análise para os Passeios do Sec. XXI. O trabalho a desenvolver é simples: basta viajar, olhar com atenção e tirar notas. Temos que repensar os Passeios para evitar os erros cometidos e que continuamos a cometer. Vila Nova de Gaia já o começou a fazer. Qualquer um pode deslocar-se pelo passeio marítimo sem qualquer tipo restrições. Na cidade, a maior parte dos passeios são acessíveis e a sensação é boa.



Não uso o ‘Nunca’ nem o ‘Para Sempre’ mas tenho quase a certeza que, tal como não consigo deslocar-me na minha cadeira de rodas em sítios como o Parque das Nações, a nova Ribeira das Naus ou na nova Marina de Lagos, também já não será no meu tempo de vida que vou usar a maioria de ‘os nossos passeios’.

 

Lamento e sinto falta.


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June 19, 2020

Simples, eficiente e reciclável


No nosso país a grande maioria dos pisos são em pedra o que dificulta de sobremaneira a locomoção. Este problema é ainda mais grave para todos aqueles que se deslocam em cadeiras de rodas ou que têm algum outro tipo de mobilidade reduzida. Continuamos a optar por soluções desconfortáveis, inadequadas e antigas, apenas porque há quem considere que a PEDRA – a velha calçada – deve continuar a prevalecer, por questões culturais.

Hoje já existem soluções mais SIMPLES, mais EFICIENTES, mais CONFORTÁVEIS para as pessoas e, paradoxalmente, com custos mais baixos. São soluções RECICLÁVEIS e sem necessidades de manutenção significativas.

Recentemente, o Restaurante Paladar na Casa da Guia Cascais foi intervencionado com o objetivo de facilitar o acesso a todos aqueles que o visitam. Um exemplo em prol da cidadania que pode muito bem ser alargado a muitas outras áreas, nomeadamente, à grande maioria dos percursos pedonais.

O Prodelix, oferece este tipo de soluções, transformando resíduos plásticos urbanos num produto 100% reciclado, substituindo a madeira e a pedra. O aproveitamento destes resíduos urbanos evita que estes sejam encaminhados para os aterros, evita o abate de árvores e evita a extração de pedra. Ganham as pessoas e ganha o ambiente.




Contactos:
Pedro Guedes pedroguedes@prodelix.com – 910 070 097
@prodelix

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Passeios de Ninguém


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December 15, 2019

‘Pai Natal’, a cidade não é para todos!


Sente-se na minha cadeira: a cidade não é para todos


Todos aqueles que que vivem em Portugal e têm Mobilidade Reduzida, continuam a ser excluídos. Pai Natal, como vais ter oportunidade de testemunhar, as nossas cidades continuam maioritariamente inacessíveis.

(...) a ‘LEI’ não se cumpre e a FISCALIZAÇÃO não existe (...)

Carlos, um lisboeta com 50 anos, gostaria de improvisar mais a sua vida, mas não pode. Num país em que a acessibilidade é a excepção, vê-se obrigado a planear todos os seus dias ao pormenor. Há mais de 20 anos que a legislação lhe promete um Portugal acessível.


Faça esta viagem com o Carlos Nogueira com uma perspectiva de 360º


A calçada portuguesa é um dos nossos piores tormentos na rua
Portugal teve tempo suficiente para não deixar tantas situações por resolver
É sempre mais difícil quando estamos a corrigir o que ficou mal feito de início
 Se as pessoas tiverem dificuldades em aceder a um transporte acessível, como é que podem manter um emprego estável, compromissos e uma vida social ativa?


Fonte: Público


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April 6, 2018

Sente-se na minha cadeira: a cidade não é para todos


Num país em que a acessibilidade é a excepção, as pessoas com Mobilidade Reduzida têm que planear todos os seus dias ao pormenor.

36 anos após as primeiras iniciativas em prol das acessibilidades, Portugal continua a ser um país inacessível porque as Leis não se cumprem nem se fazem cumprir.

O que faltou nestes 36 anos?
Vontade política, financiamento, fiscalização e reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência.

O que falta agora?
Vontade política, financiamento, fiscalização e reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência.


Carlos Nogueira fez uma viagem por Lisboa com o intuito de mostrar a falta de acessibilidades e as dificuldades que as pessoas com Mobilidade Reduzida encontram todos os diasCuriosamente nem foi preciso visitar o passado porque as mais recentes obras arquitetónicas evidenciam a falta de respeito pelas pessoas com deficiência. Desde o Parque da Nações ao maat, passando pela Ribeira da Naus, tudo é arquitetonicamente incompetente, para além de violar as Leis desta 'nossa' República. 


Clique na imagem para aceder aos 5 vídeos gravados em 360º e perceba o que significa viver sentado numa cadeira de rodas nas nossas cidades. Com o ponteiro do rato pode direcionar a imagem para onde pretender e dessa forma constatar melhor quais são os muros que se levantam por aí.


Fica mais um agradecimento
ao Carlos Nogueira


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August 21, 2017

Para as PESSOAS

A qualidade, o conforto e a acessibilidade dos pisos pedonais dos nossos centros urbanos são a ViaVerde para que muitos cidadãos com Mobilidade Reduzida tenham a possibilidade de sair à rua.

É possível complementar a velha calçada, na maior parte dos casos muito degradada e desadequada ao Sec.XXI, com pisos que servem todas as pessoas independentemente da sua condição física.

Lisboa percebeu, com algum atraso, aquilo que tem sido feito, por exemplo, no Porto e em Gaia, bem como em algumas outras cidades do interior. 



Infelizmente, Évora é a cidade que mais excluiu as pessoas com Mobilidade Reduzida. É impossível ‘andar’ por Évora caso precise de uma cadeira de rodas para se deslocar.




(…) ALGUNS EXEMPLOS EM COMO É POSSÍVEL (…)

ALVALADE


BENFICA


CAMPO GRANDE


SALDANHA


ALEXANDRE HERCULANO


BAIRROS HISTÓRICOS



(…) CONTUDO, ESQUECERAM-SE DAS ACESSIBILIDADES NO CAIS DO SODRÉ, QUE ESTEVE EM OBRA DURANTE MUITOS MESES (…)



Ainda em Lisboa, também o Parque das Nações ou a Ribeira das Naus, só para mencionar dois locais aprazíveis para se passear com a família e com os amigos, continuam inacessíveis e são 'a nossa Évora cá do sítio'. Ainda ninguém percebeu a necessidade de coexistirem corredores lisos e acessíveis nestas zonas, ‘obras do regime’ que criaram expectativas a todos. Ninguém caminha para novo e o envelhecimento da população é uma realidade.

Ainda há os acessos comprometidos, para referir os mais recentes, ao



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July 7, 2017

maat ‘Exclusivo’


Entre muitos outros compromissos, a Fundação EDP, e cito, “…tem como objetivo atenuar situações sociais reconhecidamente relevantes, em particular intervenções que promovem a inclusão social…”

Muitos de nós têm tentado perceber porque é que os acessos ao maatMuseu de Arte, Arquitetura e Tecnologiadificultam, e em muitos casos excluem mesmo, as pessoas com mobilidade reduzida!

Já com o recente inaugurado Museu dos Coches acontece o mesmo. Será que os ‘nossos’ arquitetos continuam a ignorar as dificuldades de locomoção de quase um milhão de portugueses? Parece que o discurso arquitetónico não consegue alinhar-se com as necessidades sociais e éticas da cidade contemporânea. Com a relação tensa entre a teoria e a prática, a irrelevância social no design é onipresente. O problema é que a sociedade está a envelhecer e as soluções arquitetónicas deviam ser cada vez mais inclusivas e universais. É uma vergonha o que se passa com o edificado recente, particularmente em Lisboa, que tem um Plano de Acessibilidade Pedonal aprovado e que devia ser respeitado. Mais uma vez NÃO HÁ fiscalização. Para uma EDP que se diz Solidária, nem devia ser preciso ser fiscalizada para garantir soluções sociais inclusivas.


“De erro em erro, vamos desperdiçando oportunidades de abrir a cidade a todos (…) no pavimento do espaço envolvente do maat, optaram pelos pedregulhos em detrimento de cerca de 1 milhão de pessoas. Sim, as pessoas com deficiência, mais uma vez, ficaram de fora (…) na lateral do passeio, existe uma pequena faixa de pavimento com perfil plano, e é ver os turistas com malas trolley a disputar com quem se desloca em cadeira de rodas, aqueles 30cm de paraíso calcante”, refere Carlos Nogueira, um cidadão com mobilidade reduzida, que muito tem feito para denunciar este tipo de situações incompreensíveis.

É estranho perceber que quando se tem que decidir entre a pedra e as pessoas, se escolha a pedra!?





 “A arquitetura só pode ser capacitante se os arquitetos desenvolverem empatia”, afirmou Raymond Lifchez



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October 22, 2016

HOJE...


Hoje, entre Carcavelos e a Parede, na Rebelva, concelho de Cascais, testemunhei mais uma situação confrangedora, uma realidade 'terceiro-mundista'. Uma CIDADÃ DEFICIENTE MOTORA  a usar a estrada para se deslocar, colocando a sua vida e a dos outros em risco.

Os ‘nossos passeios’ excluem quase tudo e quase todos. Diariamente, nos locais mais diversos, todos nós vemos pessoas a caminhar à beira ‘dos nossos passeios’ ou, dito de outra forma, pela beira da estrada. É verdade, as pessoas escolhem, naturalmente, os caminhos que consideram mais adaptados à sua locomoção. Infelizmente, os 'nossos passeios’ não têm essa característica fundamental.

Os deficientes motores que necessitam de se deslocar em cadeiras de rodas, acabam por ser obrigados a converter-se em condutores de ligeiros sem matrícula, muito provavelmente, sem carta para o efeito. Não me lembro de encontrar no código da estrada normas que contemplem esta evidência. Afinal existem mais duas grandes categorias de veículos, para além dos pesados e dos ligeiros, a saber, as CADEIRAS DE RODAS COM MOTOR e as CADEIRAS DE RODAS SEM MOTOR!

fonte: Passeio Livre


Propositadamente não me referi aos carros estacionados em cima dos passeios. Esse é um problema que depende apenas do nosso civismo ou da falta dele e somos nós enquanto cidadãos que o temos de resolver. Contudo, acredito que as Policias e as Entidades fiscalizadoras poderiam ajudar, se é que não há nenhum exagero neste tipo de pedido! Ainda assim, e no meio de tantos obstáculos, acaba por ser a velha e desadequada ‘calçada portuguesa’, aplicada em tudo o que é passeio e nas maioria das zonas pedonais, que representa ‘o maior dos inimigos. Um contratempo desnecessário e dispendioso.




Temos a obrigação de contribuir para alterar este paradigma: 


(...) já há AUTARQUIAS MOTIVADAS para tornar o ambiente urbano mais inclusivo (...) Lisboa é o exemplo mais recente






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