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June 25, 2021

Vacina para a ACESSIBILIDADE


Porque o Decreto-Lei n.º163/2006 continua a ser ignorado, porque a fiscalização não existe ou é incompetente, porque o Estado continua sem agir, certamente, vamos precisar de VACINAS para nos imunizarmos contra a falta de acessibilidades no nosso país.  

Foi preciso que o processo de vacinação em curso – relativo à pandemia – tivesse que recorrer a uma escola no Porto, com o objetivo de a usar como centro de vacinação, para percebermos que essa mesma escola não é acessível a eventuais alunos com mobilidade reduzida, mas também para percebermos qual é o nível de preocupação que os responsáveis pelo edificado público conferem à falta de acessibilidades. São escolas, são tribunais, são serviços de finanças e outros similares, são centros de saúde, são zonas de lazer, enfim, quase todo o espaço da competência pública continua inacessível.

 








Tiveram que ser os seguranças a transportar nos braços quem chegava de cadeira de rodas e a servir de auxílio às restantes pessoas com mobilidade reduzida. 


Fica a pergunta: se houver um acidente quem é RESPONSÁVEL?

 

como diz o slogan

ESTAMOS ON

... mas sem acessos ...

 


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April 12, 2021

MATRIZ de RISCO mais REALISTA

 

Temos de CONFINAR de novo! SIM ou NÃO ?

Segundo a atual MATRIZ de RISCO temos que nos preparar, mas, no final do dia, o que realmente é relevante é saber se o Sistema Nacional de Saúde - oferta Pública e oferta Privada - está ou não comprometido face à procura de cuidados hospitalares. 

Se o nº de internamentos em ENFERMARIA e o nº de internamentos em UCI estiver em linha com a oferta disponível de cuidados pelo SNS (público e privado), não se justifica fechar de novo o país e muito menos a economia. É preciso não esquecer que cerca de 90% das infeções acabam por ser assintomáticas, na medida em que os infetados conseguem recuperar em casa ao fim de dez dias.

 

Vale a pena reavaliar a MATRIZ de RISCOsem comprometer a segurança de todos, 
e passar a considerar como 'linhas vermelhas' o nº de internamentos em enfermaria face ao nº de internamentos em cuidados intensivos, para evitar que haja um novo CONFINAMENTO, sem necessidade. Tendo em conta a evolução dos internamentos e a capacidade instalada, 2000 internamentos em ENFERMARIA  e 200 em UCI, serão os valores que garantem uma prestação de cuidados hospitalares sem comprometer o sistema.  

 

Muitas pessoas com deficiência vivem em isolamento físico e social há vários anos. Dificilmente vão ‘à rua’ pelo simples facto de não existirem acessibilidades. A via pública é um campo de obstáculos e começa logo pelo mais elementar, os passeios e percursos pedonais, pavimentados quase todos em pedra. As lojas, os restaurantes, as zonas de lazer, os transportes e os serviços públicos, entre outros, continuam maioritariamente sem cumprir as normas de acessibilidade. Uma vergonha nacional que com o tempo vai acabar por nos afetar a todos. A PANDEMIA só veio agravar esta situação e, infelizmente, para a grande maioria das pessoas com deficiência, este confinamento, tido como temporário, confunde-se com o seu ‘confinamento’, quase permanente.


Dados de 13 de abril de 2021:

em ENFERMARIA: 459

em UCI: 118

fonte: EXPRESSO 


 


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January 1, 2021

Bom Ano

2020 foi UM ANO DIFÍCIL para todos.

A pandemia marcou a nossa vida coletiva e pessoal. O confinamento forçado foi a evidência das dificuldades. Esta condição de estarmos fechados e, consequentemente, impossibilitados de sair de casa - no caso por razões sanitárias -  é uma situação desconfortável que acrescenta ‘stress’ ao quotidiano de cada um. Infelizmente, para muitas pessoas com mobilidade reduzida, este desconforto é vivenciado todos os dias, desde há muitos anos, devido à falta de acessibilidades.

 


Temos todos que nos empenhar em criar uma sociedade mais inclusiva, sem barreiras arquitetónicas e acessível a todos. Devemos ser cúmplices desta mudança e, nesse sentido, devemos usar as ferramentas à nossa disposição para que as leis da acessibilidade se cumpram. A nossa casa é comum.

 


Use e Abuse da APP +ACESSO PARA TODOS e contribua para que no nosso país não fique ninguém fechado em casa devido à falta de acessibilidades.

 

 

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May 20, 2020

Isolamento PERMANENTE versus TEMPORÁRIO


Paradoxalmente, este momento que todos vivemos devido à Pandemia, pode ser a oportunidade para recolocar na agenda a causa da acessibilidade e, desse modo, denunciar o incumprimento das leis em vigor, denunciar o colapso da autoridade do Estado enquanto garante desse mesmo cumprimento e, paralelamente, denunciar a falta de sentido cívico de muitos daqueles que têm estabelecimentos de acesso publico e que agora, em tempo de confinamento, precisam de ajuda.



Presos em casa, sem poder ir a um restaurante, à maioria dos estabelecimentos públicos ou privados, sem poder usufruir de um passeio devido às calçadas empedradas, sem poder visitar muitos dos amigos, etc... é uma realidade que não surgiu agora, é uma situação permanente para muitas pessoas que se encontram dependentes de uma cadeira de rodas, devido à falta de acessibilidades


Há que garantir o cumprimento da lei 
e implementar as soluções adequadas para DESCONFINAR 
a grande maioria da população portadora de deficiência.



Saiba mais AQUI


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May 12, 2020

CONFINAMENTO



Vivemos momentos excecionais e muito provavelmente inesperados para a maioria dos portugueses. 


Este isolamento ‘forçado’, devido à emergência sanitária causada pelo COVID-19, vai certamente despertar novas realidades e deixar evidentes muitas das nossas fragilidades, mas também muito do que somos capazes de fazer enquanto comunidade.


Paradoxalmente, talvez seja um bom momento para refletirmos como o isolamento – físico e social – nos pode afetar de forma tão negativa. Infelizmente, para a grande maioria das pessoas com deficiência, este isolamento temporário confunde-se com o seu isolamento permanente. Um fenómeno que deve ser avaliado com determinação para o podermos minimizar tanto quanto possível A falta de ACESSIBILIDADES e de EQUIPAMENTOS ADEQUADOS à vida de todos aqueles que são portadores de deficiência, bem como a dificuldade em implementar soluções que possibilitem e promovam a VIDA INDEPENDENTE, são os principais fatores para que o isolamento permanente exista e persista.

Eduardo Jorge, tetraplégico desde 1991, em tom de desabafo, afirma que “Pelo que presencia, uma grande maioria está no limite e não suportaria esta situação por muito tempo. Portam-se como se estivessem num túmulo. Como se fosse uma tragédia. A tragédia maior não parece ser o vírus, mas sim o facto de se encontrarem confinadas a um espaço”


Muitas pessoas com deficiência vivem em isolamento social há vários anos e dificilmente vão ‘à rua’ pelo simples facto de não existirem acessibilidades. A via pública é um campo de obstáculos e começa logo pelo mais elementar, os passeios e percursos pedonais, quase todos em pedra. As lojas, os restaurantes, as zonas de lazer, os transportes e os serviços públicos, entre outros, continuam maioritariamente sem cumprir as normas e as leis relativas à acessibilidade. Uma vergonha nacional que, com o tempo, nos vai acaba por afetar a todos.


Em tempos extraordinários temos que nos empenhar também de forma extraordinária. Pode ser que este momento insólito coloque na agenda a causa da acessibilidade e, desse modo, se possam criar as condições necessárias para DESCONFINAR a grande maioria da população portadora de deficiência. 



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April 6, 2020

Máscaras ESPECIAIS


Ashley Lawrence, uma rapariga com 21 anos, criou máscaras especiais com uma transparência na boca, com o intuito de ajudar as pessoas com deficiência auditiva.

Ashley conhece bem os problemas associados à surdez e esse facto deu-lhe uma motivação extra

A crise de saúde causada pelo COVID-19 está a afetar-nos a todos. A área da saúde está a ser posta à prova como nunca. Também aqui, a falta de materiais de proteção, nomeadamente máscaras, são um dos pontos mais críticos.

Felizmente, muitas pessoas começaram já a produzir máscaras caseiras, mas ninguém se lembrou das pessoas com necessidades especiais, como aqueles que têm dificuldades auditivas, por exemplo. Estas máscaras permitem que a leitura labial possa ocorrer com a normalidade possível. Depois de uma conversa com a mãe, Ashley convenceu-a e juntas estão a produzir e a doar estas máscaras.






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March 31, 2020

3D Mask Portugal


O combate ao COVID-19 precisa de todos nós


Muitos voluntários, pessoas motivadas, proactivas e comprometidas com os outros, uniram-se e, com acesso a “impressoras 3D”, estão a produzir máscaras descartáveis para serem doadas aos nossos profissionais de saúde.




Quer ser VOLUNTÁRIO?
Quer ajudar-nos a chegar a todo o país?

Caso tenha disponibilidade e pretenda ser um dos nossos voluntários, por exemplo, na impressão de peças, na ajuda a prestar em termos logísticos – recolha e distribuição – etc, por favor clique AQUI.




Todos contam.
Todos seremos poucos.




   #fiqueemcasa
   #3dmaskportugal


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March 25, 2020

CORONAVÍRUS

Quais devem ser os cuidados suplementares que as pessoas com deficiência devem tomar, para não se tornarem um grupo ainda mais vulnerável à infeção pelo novo coronavírus?


Coronavírus é uma família de vírus que causa infeções respiratórias. O novo agente do coronavírus, descoberto em dezembro de 2019, após casos registados na China, provoca a doença denominada por CORONAVÍRUS (Covid-19). Da China para o mundo, o coronavírus já infetou milhares de pessoas, colocou mais de 180 países em alerta e ameaça a economia global.


Muitas pessoas com deficiência podem, eventualmente, ter alguma outra comorbidade, por exemplo a diabetes ou a hipertensão, o que só por esse facto já as colocava num grupo de rico. Contudo, este grupo de cidadãos, e em alguns casos os seus cuidadores, têm que mitigar outras dificuldades.



Algumas recomendações básicas:
  • Como todos, devem seguir as recomendações gerais de higiene e distanciamento social;
  • Para pessoas que utilizam algum tipo de equipamento, como são exemplo as cadeiras de roda, as muletas, as bengalas, etc, devem ter um cuidado especial em os manter limpos e desinfetados;
  • As pessoas cegas precisam de materiais com áudio-descrição ou em braile;
  • As pessoas surdas precisam de materiais visuais;
  • As pessoas com deficiência intelectual, que não se sabem expressar corretamente, precisam de intérprete específico;
  • Os intérpretes de Língua Gestual devem ter um cuidado redobrado com a higiene das mãos, já que tocam com frequência a face durante a comunicação;
  • Uma vez que os cuidadores também podem ser infetados, é importante assegurar a possibilidade de ter uma outra pessoa, já treinada, para assumir o cuidado da pessoa com deficiência;
  • Os cuidadores devem estar ainda mais atentos às pessoas que não conseguem dizer o que estão sentindo, em muitos casos porque perderam a sensibilidade em alguma parte do corpo. Devem, por exemplo, verificar a temperatura com mais frequência;
  • Antecipar a aquisição de produtos de apoio -  produtos de higiene, produtos de posicionamento, produtos de vida diária, produtos hospitalares, etc - para prevenir eventuais falhas na produção/distribuição.

As deficiências são classificadas como leve, moderada ou severa e os riscos e os cuidados variam de acordo com o grau de dependência.


#fiqueemcasa


Informe-se AQUI


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