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November 19, 2025

TESTEMUNHO

 O CASCAIS SHOPPING implementou um sistema inovador para controlar o estacionamento nos lugares reservados para pessoas com mobilidade condicionada, vulgarmente denominados por lugares de estacionamento para pessoas com deficiência.

 O sistema permite identificar se o carro estacionado pertence ou não a alguém com mobilidade condicionada. Depois de colocar o dístico de estacionamento, o utilizador tem que confirmar essa condição e, remotamente, as equipas de vigilância também têm meios para monitorizar o parqueamento. Quando o condutor ocupa um desses lugares, é emitido um aviso sonoro e visual que explica que o lugar se destina a pessoas com mobilidade condicionada e que uma eventual infracção fica sujeita a coima, pedra de pontos e inibição de condução. O lugar, devidamente sinalizado, passa de VERDE a VERMELHO e após o utilizador confirmar a sua condição passa a AZUL.

MAS MESMO ASSIM HÁ SEMPRE QUEM CONFIRME A FALTA DE CIVISMO

Este é um testemunho em TEMPO REAL


O Minuto Acessível agradece à Maria Botelho, uma cidadã que se preocupa com a cidadania, testemunho ainda mais valioso porque a Maria não é uma pessoa com mobilidade reduzida. Obrigado. 


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April 16, 2024

O difícil é ligar os pontos!


O filme intituladoSORRYque tem a duração de apenas 1 minuto e 58 segundos, ganhou o *Óscar* de melhor curta-metragem. No entanto, a sua mensagem é profunda.  Temos de aprender não só a ter o papel de um ser humano, mas a «SER HUMANO».

 


O elevador não se move muito devido ao individualismo e pelo direito que cada um *acredita ter*. Numa sociedade onde o individualismo é enaltecido, muitas vezes vemos os interesses pessoais sobrepondo-se aos interesses dos outros. Este fenómeno pode manifestar-se de diversas formas, desde a busca desenfreada pelo sucesso pessoal até à falta de empatia para com os outros membros da comunidade. Quando cada indivíduo prioriza apenas as suas necessidades e ambições, o bem-estar coletivo pode ser negligenciado. Esta falta de solidariedade pode conduzir a uma sociedade fragmentada, onde a cooperação e o apoio mútuo são substituídos pela competição e pela indiferença. Assim, é essencial encontrar um equilíbrio entre o respeito pelos interesses individuais e a promoção do bem comum, de forma a construir uma comunidade mais coesa e sustentável.

 


Acredito que esta incapacidade se deve tanto à genética, como ao ambiente em que cada um cresceu. Assisto ao mesmo quando estacionam indevidamente nos lugares de parqueamento destinados a pessoas com deficiência e se vão embora, ignorando mesmo qualquer chamada de atenção. A sociedade humana, provavelmente, terá sido sempre assim, de formas diferentes. Por isso quando me falam em contribuir para causas longe de mim, e depois vejo ao meu lado situações em que posso contribuir para ajudar quem precisa, concluo, que o ego e a sua necessidade de identificação com algum tipo de forma, torna o ser humano egoísta e centrado apenas nele próprio. Esta curta-metragem demostra muito bem esse individualismo. Esta vida não é para ser fácil, é para nos fazer evoluir. O difícil é ligar os pontos”, considerou Margaria Coelho, num comentário sobre esta curta-metragem.

  

Quantas vezes assistimos a este tipo de atitudes e

a este tipo de comportamentos?

  

 

Com o contributo de Margarida Batista Coelho:

 

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November 15, 2023

O Imbecil

 

… Olhe-se no espelho e repita 3 vezes "eu sou um imbecil” …



O melhor amigo de um imbecil é mesmo você

 



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October 30, 2023

Enviada ESPECIAL


Costuma dizer-se que “uma imagem vale mais que mil palavras e isso é mesmo verdade”, afirmou Marta Baptista Coelho, enviada especial a Londres, adiantando ainda que vale a pena dizer “que os pisos pedonais em Londres são mesmo feitos para as pessoas e essa comodidade só se sente quando os usamos”. Considera que em Portugal “é estranho constatar que quando se tem que decidir entre a pedra e as pessoas, se escolha a pedra”, numa clara alusão aos nossos percursos pedonais em Calçada.

 


Basta estar atento para se perceber que “por cá, diariamente, nos locais mais diversos, todos nós vemos pessoas a caminhar à beira dos passeios ou, dito de outra forma, pela beira da estrada e “o problema complica-se ainda mais quando pensamos nos cidadãos com mobilidade reduzida, nos pais com os carrinhos de bebés, nas pessoas mais idosas ou mesmo nas mulheres portuguesas que arrisquem o uso de sapatos de salto alto”, considerou.

 

É triste, mas é verdade

 

 

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May 31, 2023

Festivais de Verão

 


ACESSIBILIDADES

Os Festivais de Verão são eventos que motivam muitos cidadãos com Mobilidade Reduzida a quererem participar e nesse sentido é importante que as Organizações dos diversos festivais criem espaços inclusivos com equipamentos adequados a todos os ‘festivaleiros’, independentemente da sua capacidade motora ou de outra natureza. Contudo ainda hoje, de uma forma geral, as pessoas com mobilidade reduzida e/ou com dificuldades sensoriais não vivem uma experiência equivalente à do público em geral nos festivais.

As condições que requerem atenção para minorar as dificuldades de acesso aos cidadãos com deficiência temporária ou permanente, enquadram-se, essencialmente, em 4 áreas:

  1. o ACESSO
  2. o PISO
  3. os EQUIPAMENTOS
  4. a AJUDA DE TERCEIROS

 


O ACESSO

O acesso ao recinto do festival não pode ter barreiras:

  • devem existir lugares de parqueamento próximo para deficientes, vigiados para impedir abusos;
  • deve existir um lugar específico para recepcionar aqueles que não se deslocam em viatura própria;
  • deve coexistir uma entrada específica para quem tem Mobilidade Reduzida (para impedir atropelos).

 

O PISO

O piso dos locais que possam vir a receber pessoas com Mobilidade Reduzida:

  • não devem ser em pedra nem em terra-batida – devem ser lisos, de preferência em cimento ou madeira regular;
  • não devem ser inclinados;
  • os percursos pedonais devem ter a largura mínima de um metro;
  • o percurso pedonal, em caso de inclinação, não deve ultrapassar os 6%.

 

OS EQUIPAMENTOS

Os equipamentos do festival, desde os lúdicos à restauração, passando pelos que são obrigatórios, desde que não sejam impossíveis de ser acedidos por deficientes, devem ter condições de acessibilidade:

  • a zona da restauração deve ser acessível;
  • a zona de ‘fun’ deve ser acessível;
  • os conteúdos dos materiais de divulgação devem ser acessíveis a pessoas com deficiência visual (por exemplo);
  • devem existir ajudas técnicas para pessoas com dificuldades auditivas (por exemplo);
  • os balcões de atendimento, nomeadamente os de informações, devem ter uma zona/altura acessível;
  • devem existir WC’s adaptados, limpos e vigiados – sanitários sem abertura frontal, no máximo com uma altura de 40cm;
  • deve existir uma área que permita o carregamento das baterias das cadeiras eléctricas;
  • deve existir um Posto Médico;
  • deve existir um palco elevado com visibilidade para o festival;
  • devem existir rampas e ou mecanismos elevatórios em caso de necessidade;
  • ainda que facultativo deve existir um veículo que possa transportar as pessoas com mobilidade mais agravada desde a entrada até à área especifica para deficientes.

 

A AJUDA DE TERCEIROS

Ainda que todo o festival tenha as condições mínimas de acessibilidade, é sempre uma mais-valia a organização prever a possibilidade de ter pessoas da organização empenhadas em ajudar quem mais precisa, nomeadamente, os deficientes:

  • voluntários
  • vigilantes
  • ajudas técnicas
  • um contacto telefónico dedicado para pedir a ajuda de terceiros




A organização deve ser sensível e competente para responder na hora a qualquer carência de um cidadão com deficiência, para que o festival seja uma experiência prazerosa e gratificante para todos. Os festivais de música têm feito “os mínimos olímpicos”, mas tem-se observado uma evolução. Tiago Fortuna, co-fundador da Access Lab, em declarações à Lusa, acredita a curto médio prazo, “haverá algumas boas surpresas”.

 

 

Conheça a Access Lab, uma empresa que trabalha o acesso de pessoas com deficiência e Surdas à cultura e ao entretenimento enquanto direito humano fundamental. Aceda AQUI

 

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January 26, 2023

Obrigado, ProntoWash

A ProntoWash é um AutoSpa ecológico que oferece serviços de lavagem manual exterior e interior de carros. O serviço disponibiliza lavagem de viaturas simples, lavagem completa com aspiração, lavagem completa com aspiração + cera, lavagem de estofos, tratamento de pele, tratamento de tablier e higienização de ar condicionado. A ProntoWash eleva o sistema de lavagens manuais a um patamar único de atendimento, conveniência e qualidade. 

 

No Amoreiras Shopping Center, para além de um serviço excecional que prestam, a Equipa está sempre disponível a ajudar pessoas com Mobilidade Reduzida. Situado em frente aos lugares reservados a pessoas com deficiência, estes profissionais estão sempre disponíveis para facilitar a vida a quem precisa e, muitas vezes, são eles que alertam os condutores que usam estes lugares irregularmente.


Wesley Dias

  

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December 26, 2022

CAPACITISMO

O CAPACITISMO é considerado uma forma de preconceito, comumente vindo de pessoas sem deficiência, que julgam antecipadamente a capacidade e competências das pessoas com deficiência, em comparação com um referencial definido como perfeito.

 
Muitas pessoas referem-se às pessoas com deficiência com um certo “heroísmo”, ou em outras palavras, uma supervalorização da realização de tarefas básicas  


Existem 3 tipos de CAPACITISMO:

  • CAPACITISMO MÉDICO: muitas pessoas se referem equivocadamente a pessoas com deficiência como se fossem ou estivessem doentes;
  • CAPACITISMO RECREATIVO: este termo é o mais comum entre a sociedade. Refere-se àquelas brincadeiras de mau gosto envolvendo deficiências;
  • CAPACITISMO INSTITUCIONAL: acontece quando as organizações contratam apenas uma cota de pessoas com deficiência e não as trata com equidade em relação aos colaboradores sem deficiência. 


CAPACITISMO acontece muitas vezes de maneira silenciosa na nossa sociedade, por se tratar de um preconceito. Termos pejorativos e rótulos continuam sendo utilizados, mas de uma maneira “impercetível”. Muitas pessoas, até mesmo pela falta de conhecimento, acabam tendo comportamentos e reproduzindo frases CAPACITISTAS, como por exemplo:


  • Essa pessoa é um exemplo de superação.”
  • “Vê por ondes andas, está cego?”
  • “Deixa de ser retardado”
  • “Queria ter a força que você tem. Você é uma inspiração!”
  • “Mesmo sendo surdo, você é tão inteligente.”
  • “Eu pensei que você fosse normal”
  • ““Nem parece que você é uma pessoa com deficiência”
  • “Você não tem cara de autista”
  • “Você não tem cara de surdo/surda”
  • “Dar uma de João sem braço”
  • “Não temos braços para fazer tudo isso”
  • “Parecia mesmo que você era normal”
  • “Estou cego de raiva”
  • “Apesar de ser deficiente, você faz muita coisa sozinho!” 


“Ai coitada, é tão linda!”


CréditosCatarina | Uma Espécie Rara


  

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December 14, 2022

O Mundo é lá fora!

 DESAFIOS DE UMA PESSOA COM #DEFICIÊNCIA

CONSIDERA LILIANA SINTRA


A vida transforma-se numa luta e num desgaste permanente, uma corrida de #obstáculos, porque tudo é difícil, complicado, cheio de entropias: se vais a um #concerto, não vês nada, no cinema obrigam-te sempre a ficar na primeira fila, não podes decidir ir ao restaurante que acabou de ser inaugurado porque ninguém fiscalizou as #acessibilidades e te é vedado o acesso, os elevadores do metro estão permanentemente avariados, as rampas dos #autocarros idem, os motoristas da #uber recusam a viagem quando avistam a tua cadeira de rodas e tens que avisar com seis horas de antecedência se quiseres entrar no #comboio. Até para a eventualidade de ir à casa de banho eu tenho que planear antecipadamente. Estou cansada de pensar em planos z para conseguir sair de casa e acabo por ficar sempre cá dentro.


As pessoas dizem, permanentemente: quase nunca vemos ninguém com deficiência nas ruas, a ocupar o #espaçopúblico, não há crianças com #mobilidade condicionada nos parques, nas zonas de brincadeiras infantis, não há casais com deficiência a fazerem desporto no espaço público.

E, surpresa: não é uma escolha das pessoas com deficiência! As crianças com deficiência estão desejosas de brincar como todas as outras, os adultos de socializar como todos os outros, os grupos de amigos com deficiência de viverem o espaço público como todos os outros. Mas esta realidade obriga-te, empurra-te para o #isolamento porque, no fim, o meio esgota todas as tuas energias.

Reabilitem o espaço, o #meio, não as pessoas!

 O Mundo é lá fora!


Créditos: Liliana Sintra

 

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November 3, 2022

Pessoa com Deficiência


Hoje, celebra-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Este dia, proclamado em 1992 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, pretende chamar a atenção para as grandes questões que envolvem as pessoas com deficiência e mobilizar o apoio para a dignidade, direitos e bem-estar dessas pessoas.

 











Estima-se que cerca de 15% da população mundial sejam pessoas com deficiência. É considerada a maior minoria – invisível – do mundo. Agora que chegámos aos 8 mil milhões de seres humanos, podemos considerar que mais de mil milhões têm uma deficiência. Se juntarmos a estes mil milhões de pessoas, as respetivas famílias, amigos e comunidade, estamos a falar de um grande número de cidadãos que têm uma deficiência ou ligação a pessoas com deficiência.


CréditoCatarina | Uma Espécie Rara

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October 8, 2022

Enterrar a cabeça na areia!…

No dia a dia é comum ouvir-se, com alguma frequência, o adágio ‘ENTERRAR A CABEÇA NA AREIA COMO UM AVESTRUZ’. E digo com regularidade, porque são em número considerável as situações de vida que sustentam este saber proverbial. Considerações, muito provavelmente, fruto dos comportamentos humanos desprovidos de noção ou mesmo de falta de entendimento da diferença.













CréditoCatarina | Uma Espécie Rara

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August 6, 2022

O ‘MEIO’

 É O MEIO QUE NOS DEFICIENTALIZA

Nesta fotografia o atleta #paralímpico Antonios Tsapatakis posa para a fotografia de pé e em frente à sua cadeira de rodas num #ambiente subaquático.

 

  • isto só é possível porque em ambiente subaquático os corpos ficam mais leves e mais adaptáveis. 
  • o #corpo é o mesmo, a #deficiência permanece, o que muda?  O meio.
  • percebem então porque é importante retermos que é o meio sempre, mas sempre, que nos deficientaliza?  

Fonte: Liliana Sintra (LinkedIn)


Em Portugal, o melhor exemplo que nos impede de andar por aí, são os Passeios em Calçada. Parece que gostamos de criar obstáculos gratuitos. Facilmente se percebe que por cá, todos, ou quase todos, os percursos pedonais são feitos em pedra, digo em calçada, com a desculpa da dita cultura centenária. Nos outros países europeus – com quem nos podemos e devemos comparar – encontramos passeios lisos que oferecem mais conforto e segurança. Será que o lobby do calcário é assim tão forte? Deve ser.

 

 

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