May 23, 2017

Cidadania versus CONTRAORDENAÇÃO GRAVE

O Parlamento já aprovou, e por unanimidade, o reforço das garantias para minimizar e penalizar o estacionamento abusivo em lugares de estacionamento reservados para as pessoas com deficiência.

A Assembleia da República aprovou os projetos de lei que determinam as alterações ao Código da Estrada necessárias para o efeito.

No plenário desta ultima sexta-feira, os deputados aprovaram uma alteração ao Código da Estrada que passa a considerar como CONTRAORDENAÇÃO GRAVE a paragem e estacionamento em lugar reservado a veículos de pessoas com deficiência. O projeto determina que a reserva de estacionamento “é a única maneira de garantir a estas pessoas o referido direito à mobilidade” e que “a ocupação indevida destes espaços de parqueamento é uma prática recorrente e não é reconhecida ainda pela generalidade da população como uma prática gravemente atentatória de um direito que limita a liberdade de circulação de quem necessita desse espaço


Alguns exemplos recentes de condutores que ficam, repentinamente, deficientes


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Fonte: Público




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May 19, 2017

Infraestruturas PEDONAIS


O maior interesse de uma cidade reside no seu espaço porque é nele que se desenvolvem as diversas atividades socioeconómicas. É importante valorizar os espaços exteriores e interiores de forma a responder às necessidades das pessoas, nomeadamente daquelas com mobilidade reduzida. De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde – as viagens de curta duração devem ser realizadas, preferencialmente, a pé ou de bicicleta, com benefícios claros para a saúde já que a atividade física é constante.

O investimento em infraestruturas pedonais, sobretudo em meio urbano, terá um impacto muito significativo na qualidade das deslocações a pé e, consequentemente, na qualidade de vida das pessoas.

O envelhecimento da população e as novas exigências associadas à garantia de mobilidade e acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida, são exemplos desses novos paradigmas da mobilidade e acessibilidade na ‘urbe’.



Para as pessoas!

Pisos adequados e não existem barreiras arquitectónicas



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May 15, 2017

Época balnear 2017

Um terço das PRAIAS PORTUGUESAS JÁ SÃO ACESSÍVEIS a pessoas com deficiência. No dia 17 de março, foi lançado o Programa “Praia Acessível – Praia para Todos!” para a época balnear 2017, tendo sido entregues os Prémios Praia + Acessível de 2016 à Praia de Valadares Sul, do concelho de Vila Nova de Gaia e à Praia fluvial de Avô, do concelho de Oliveira do Hospital.

Promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, a Agência Portuguesa do Ambiente e o Turismo de Portugal desde 2005, o Programa “Praia Acessível – Praia para Todos!” visa que cada vez mais praias portuguesas passem a assegurar condições de acessibilidade e de serviços que viabilizem a sua utilização e desfrute, com equidade, dignidade, segurança, conforto, independência e a maior autonomia possível por todas as pessoas, independentemente da sua idade, de possíveis dificuldades de locomoção ou de outras necessidades específicas que detenham.

Em 2016, passados 11 anos sobre o início deste Programa, foram galardoadas 209 praias, mais de um terço do total das zonas balneares classificadas (perto de 37%).


SCML - Um mergulho com o tiralô na praia de Carcavelos, Cascais


Condições de acessibilidade:
  • acesso pedonal adequado;
  • estacionamento reservado a pessoas com deficiência;
  • acessibilidade à zona de banhos - passadeiras no areal - Tiralô;
  • instalações sanitárias adaptadas.


As Secretarias de Estado do Turismo, do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza e da Inclusão das Pessoas com Deficiência realçaram o impacto deste programa na promoção da acessibilidade para todos nas zonas balneares portuguesas, e o retorno económico que o investimento no turismo acessível gera.





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May 11, 2017

Como é que me vês?


A sociedade ‘descarta’, inconscientemente, a possibilidade de ser atraente se se é deficiente. Será mesmo que as pessoas com deficiência são pouco atraentes, indesejáveis e incapazes de conquistar um parceiro amoroso? Não creio, ainda que os “padrões” de normalidade imponham uma relação que envolve um protagonismo de corpo perfeito, magro, esbelto, que tenha boa saúde, etc.

Se tens uma deficiência o que é que te fará sentir uma pessoa fabulosa? Como é que achas que as pessoas te vêm?



Devemos lembrar-nos que embora haja um preconceito relativo aos estereótipos físicos, que contam significativamente nos processos de conquista, muitas vezes, o amor estabelece-se no quotidiano das relações interpessoais a partir de motivações diversas e, assim, são as características psicológicas individuais do sujeito que consolidam uma relação de cumplicidade amorosa e não as características exteriores, como, por exemplo, a cor da pele, o tipo de cabelo, a massa corporal ou também o corpo perfeito.


Dedico este artigo à minha PABAU

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May 6, 2017

Quais são os ‘nossos’ limites?

Quer queiramos ou não, a adversidade faz parte da vida. Superar as adversidades é um dos maiores obstáculos que enfrentamos. Os problemas, quer sejam grandes ou pequenos, surgem quando menos esperamos. Independentemente de quão animado, inteligente, ou contente estejamos no momento, todos nós, por vezes, somos confrontados com problemas, lutas, desafios, dificuldades. A capacidade para ultrapassarmos as adversidades não é mensurável. Depende de cada um, de cada circunstância mas o que é dado como certo é que acabamos sempre por descobrir que temos mais força do que pensamos.



Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida – a mais alta ou a mais baixa – tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e muita fé (…) que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá”Ayrton Senna.




“(…) a FELICIDADE tem sempre um aspeto dourado (…) pode ser da riqueza, do poder ou da beleza (…) provavelmente para a semana, para muita gente, será a forma do IPod 2 (…)"Bento Amaral.




“Let Your Walls Wear Colors”, temos de fazer das adversidades oportunidadesMuniba Mazari.




“Enxergar os limites é diferente de aceitá-los”, Pedro Pimenta.




“Porque é que alguém diz não ter nada por que viver se estiver numa cadeira de rodas ou tiver algum outro tipo de deficiência?”, Dylan Alcott.





“Para muita gente, as pessoas deficientes não são os professores, nem os médicos, nem as manicuras (…) não somos pessoas reais (…) estamos aqui para vos inspirar (…) Bem, senhoras e senhores, receio dececionar-vos totalmente, não estou aqui para vos inspirar (…) estou aqui para vos dizer que têm sido enganados em relação à deficiência”, Stella Young.




Dedico este artigo à capacidade e à força
da minha amiga Cristina Gil

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May 2, 2017

A minha VIDA (IN)dependente


‘Muitas pessoas com deficiência encontram-se dependentes de outras pessoas para realizar inúmeras tarefas do dia-a-dia.

Se não tiverem apoio para a realização destas tarefas (que podem ser funções tao básicas como a higiene pessoal ou a alimentação), estas pessoas com deficiência ficam excluídas de qualquer processo de participação social em condições de igualdade.

Para que exista uma verdadeira igualdade de oportunidades é, portanto, necessário assegurar que estas incapacidades sejam superadas através do apoio de uma terceira pessoa’, in Centro de Vida Independente.





A vida independente para mim é a autonomia para sermos nós próprios”, Diana Santos, Psicóloga Clinica

Para mim a vida independente é ter a possibilidade de tomar as minhas decisões”, Sérgio Lopes, Estudante

A vida independente para mim é ser livre”, Carla OliveiraEstagiária na REN / Estudante Universitária

Para mim a vida independente é ter o poder de escolha”, Madalena Brandão, Estudante Universitária

A vida independente é para as pessoas com deficiência que dependem de terceiras pessoas para fazer a sua vida”, Jorge Falcato, Deputado

A vida independente para mim é poder escolher, ter direito de decidir”, Manuela Ralha, Presidente da Mithós

Ter uma vida independente é o que permite ter uma vida, a minha vida”, Cristina Frazão, Psicóloga / Formadora



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April 28, 2017

Um Lugar Para Todos


Um Lugar Para Todos deve garantir acessibilidade e autonomia em todos os seus ambientes e contextos, sendo por isso um dado adquirido para todas as pessoas, independentemente das suas (in)capacidades físicas, sensoriais e/ou cognitivas.


Acessibilidade

Acessibilidade é um conjunto de características físicas e/ou sensoriais de um determinado ambiente, objeto ou serviço, que assegura a  todos uma igual oportunidade de uso, de uma forma direta, imediata, permanente e o mais autónoma possível.



A realização de um projeto em Desenho Universal obedece a 7 princípios básicos:
  • Utilização equitativa: pode ser utilizado por qualquer grupo de utilizadores;
  • Flexibilidade de utilização: Engloba uma gama extensa de preferências e capacidades individuais;
  • Utilização simples e intuitiva: fácil de compreender, independentemente da experiência do utilizador, dos seus conhecimentos, aptidões linguísticas ou nível de concentração;
  • Informação perceptível: Fornece eficazmente ao utilizador a informação necessária, qualquer que sejam as condições ambientais/físicas existentes ou as capacidades sensoriais do utilizador;
  • Tolerância ao erro: minimiza riscos e consequências negativas decorrentes de acções acidentais ou involuntárias;
  • Esforço físico mínimo: pode ser utilizado de forma eficaz e confortável com um mínimo de fadiga;
  • Dimensão e espaço de abordagem e de utilização: Espaço e dimensão adequada para a abordagem, manuseamento e utilização, independentemente da estatura, mobilidade ou postura do utilizador



Fonte: Places4All®


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