August 31, 2013

Acessibilidades – Quem deve ser envolvido


A que entidades devem ser dirigidas questões sobre a falta de acessibilidades?


A Associação Salvador sintetiza no seu site quias devem ser as entidades responsáveis por garantir o cumprimento das acessibilidades, de acordo com o definido no Decreto-Lei n.º163/2006, de 28 de agosto. Algumas destas entidades têm um formulário próprio no site onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade. Nos casos em que não existe formulário próprio (IHRU, Câmaras Municipais), poderá utilizar o formulário disponibilizado pela Associação Salvador. 

Para além disso, todos os cidadãos vítimas de condutas discriminatórias com base na deficiência poderão efetuar denúncias com base na violação da Lei nº 46/2006 (relativas a situações de discriminação, nas quais se enquadra a falta de acessibilidades), diretamente ao Instituto Nacional de Reabilitação, que as reencaminhará, posteriormente, para as entidades competentes responsáveis por cada tipo de infração, consoante a entidade incumpridora e o local onde foi cometida. No site do INR, existe um formulário próprio que deverá ser preenchido e remetido para inr@inr.mtss.pt.

INSTITUTO DA HABITAÇÃO E DA REABILITAÇÃO URBANA, I.P. (a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais foi extinta e as atribuições desta entidade, excetuando as que se relacionam com o património classificado, foram integradas no IHRU, I.P.) - responsável pelos deveres impostos à Administração Pública central e Institutos Públicos que revistam a natureza de serviços personalizados e fundos públicos. 

IGESPAR, I.P. - responsável pelos deveres impostos aos edifícios e respetivos espaços circundantes que revistam especial interesse histórico e arquitetónico. Existe um formulário no próprio no site, onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade: www.igespar.pt - Área do Cidadão - Proteja o património/reclamações/sugestões. Note-se no entanto que, de acordo com o artigo 10º do Decreto-Lei n.º 163/2006, de 28 de Agosto, constituem exceções, as situações em que o cumprimento dos requisitos de acessibilidade definidos afetem sensivelmente o património cultural ou histórico, cujas características morfológicas, arquitetónicas e ambientais se pretende preservar. Estas exceções deverão ser devidamente fundamentadas. 

INSPECÇÃO-GERAL DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL (anteriormente designada de Inspeção-geral da Administração do Território) - responsável pelos deveres impostos às entidades da administração pública local (ex.: Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia). Existe um formulário no próprio no site, onde se podem denunciar situações de falta de acessibilidade através de uma QueixaEletrónica.
CÂMARAS MUNICIPAIS - responsável pelos deveres impostos aos particulares. As queixas e denúncias sobre incumprimento nas instalações e respetivos espaços circundantes em edifícios, espaços e estabelecimentos de entidades privadas deverão ser enviadas para a respetiva Câmara Municipal, dirigidas ao seu Presidente, que reencaminhará para o departamento específico. Nas Câmaras Municipais em que existe a figura do Provedor Municipal dos Cidadão com Deficiência, as denúncias poderão ser-lhe enviadas diretamente.

Fonte: AssociaçãoSalvador



Para o Minuto Acessível, 
deixe aqui o seu contributo: minuto.acessivel@gmail.com

August 29, 2013

Estacione aqui, vai Chover...

Para quem tem que sair do carro e tem que tirar uma cadeira de rodas,
 este é o local indicado. No entanto, se estiver a chover, não estacione aqui!? ou então, compre um grande chapéu de sol e aproveite a chuva!?





#cardosof  #minutoacessivel

August 25, 2013

Sem Palavras


Recentemente a CML requalificou, a frente ribeirinha entre a zona poente do Terreiro do Paço e o Cais do Sodré (Avenida Ribeira da Naus) com o objetivo de oferecer agora um largo passeio ribeirinho para os peões e uma nova via rodoviária. 


Pareciam ser Boas Noticias para todos nós.
Infelizmente não, literalmente não são. Relembrei-me do que significa Contraditório. 

Infelizmente a obra incorre em contradição com o que o próprio Presidente da Camara Municipal de Lisboa afirmou. O autarca defendeu que aqui "há espaço para as atividades turísticas, de lazer… e que partir de agora é um "espaço de convivialidade para os peões, ciclistas…” etc. Mais uma vez os cidadãos com Mobilidade Reduzida foram excluídos.  

O arquiteto João Gomes da Silva, autor do projeto, e toda a equipa que o apoiou – e aqui incluo a Sociedade Frente Tejo e a CML, que a partir de 2011 passou a ter a responsabilidade exclusiva para finalizar o projeto – não devem perceber o que significa Cidadania. Quando o arquiteto Manuel Salgado afirma, “que os arquitetos portugueses têm provado que são dos melhores do mundo” e que a qualidade da arquitetura portuguesa é evidente, o que é que um cidadão paraplégico pode dizer? Nada. Como é que um cidadão que use uma cadeira de rodas ou um cidadão mais sénior com dificuldades de locomoção ou mesmo uma mãe com o seu carrinho de bebé, para não especificar muitas outras situações similares, podem deslocar-se neste piso todo em PEDRA? Bizarro no Sec.XXI. 

Temo que o anunciado PLANO DE ACESSIBILIDADE PEDONAL DE LISBOA, à partida uma excelente iniciativa, suportada por um conjunto de documentos credíveis e bem elaborados, não passe de mais um Plano e seja afinal de contas mais um ‘engodo’!




Aqui o piso não é mau, mas é inclinado, Caro Presidente! 


Fonte: CML: Requalificada, a frente ribeirinha entre a zona poente do Terreiro do Paço e o Cais do Sodré (Avenida Ribeira da Naus) oferece agora um largo passeio ribeirinho para os peões e uma nova via rodoviária. Este é o resultado dos trabalhos de avanço da margem após a conclusão da 1ª fase de uma obra que promete ainda um amplo espaço verde e espelho de água na antiga Doca da Caldeirinha. Esta nova Avenida Ribeira das Naus permite uma renovada ligação viária, clicável e pedonal entre o Terreiro do Paço e o Largo do Corpo Santo / Cais do Sodré e a fruição de um novo jardim público e de um percurso pedonal ao longo da margem, dotado de zonas de estadia e larga escadaria em suave plano descendente até ao rio (recriação uma praia existente antes do terramoto), com infraestruturas requalificadas.

Pedagogia:

CONTRADITÓRIO: do latim contradictorius que significa o oposto, que incorre em contradição ou contradições.
Com a colaboração da Fernanda Delgado
Obrigado




Para o Minuto Acessível, 
deixe aqui o seu contributo: minuto.acessivel@gmail.com

August 24, 2013

Amiga(o) Acessível


Todos nós dependemos uns dos outros. Uns mais, outros menos. O denominador comum é de facto a necessidade que temos de nos complementarmos. Os amigos têm aqui um papel imprescindível. 

Este Blog terá mais hipóteses de sucesso se conseguir atrair sugestões para novos conteúdos. Quem o visita, quem se identifica com a temática da acessibilidade e, eventualmente, quem o partilha, acaba por fazer parte dos bastidores deste espaço de opinião.  

Sinto a necessidade de reconhecer essa ajuda.
Nesse sentido, a todos aqueles que iniciaram este caminho comigo e a todos aqueles que ainda vão aderir e que têm enviado, ou venham a enviar, conteúdos ou sugestões para o debate, vou, carinhosamente, batizá-los de ‘Amiga(o) Acessível’.

Loures a Caminho da Acessibilidade


No Município de Loures está em curso um Programa Local para a Promoção da Acessibilidade. Excelente. 



Saiba mais AQUI

 
Com a colaboração de Rita Valadas
Obrigado


August 23, 2013

Boas Práticas


A acessibilidade e mobilidade para Todos assume-se como uma matéria fundamental no planeamento de mobilidade urbana. 

Conheça alguns bons exemplos:

Mafra 

Matosinhos 

Portimão
 
Rana - Cascais


 São João da Madeira
 
Vilamoura
 
Vila Nova de Gaia 

Com a colaboração de Rita Valadas
Obrigado

August 22, 2013

Obrigado.

A Acessibilidade tem tido ao longo do tempo interpretações diversas. Hoje creio poder afirmar-se, com alguma unanimidade, que a acessibilidade consiste na existência de condições que permitem aos cidadãos com mobilidade reduzida ou portadores de deficiência utilizar, com segurança e autonomia, os espaços, os equipamentos urbanos, os transportes, os sistemas e os meios de comunicação. 

Tenho interpretado este conceito como redutor. Em minha opinião a acessibilidade ou a sua falta, deve ser aplicada a todos os cidadãos uma vez que a nossa situação individual é sempre conjuntural ainda que, estatisticamente, estável. Aliás, como diz o povo, que é sábio, ninguém ‘caminha’ para novo e muito provavelmente, todos nós, um dia, vamos ter de incluir no nosso discurso o termo ‘Acessibilidade’.