“A
melhor maneira de nos prepararmos para o futuro é concentrar toda a imaginação
e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje”, Dale Carnegie.
Quando
em Portugal tivermos UM DÉCIMO das condições de acessibilidade como as que
existem, por exemplo, em Chicago, podemos dizer que estamos a melhorar.
As
zonas pedonais são confortáveis e adequadas para todos, os transportes são acessíveis, os edifícios, os equipamentos são na generalidade inclusivos, etc…
Estamos
muito longe desta oferta global acessível. No entanto, aqui mais perto, outras
cidades como Barcelona, Londres, Berlim, Bruxelas, Amesterdão, Paris, só para
indicar algumas cidades do centro da Europa com quem nos devíamos comparar, já
há muito que perceberam que uma cidade inclusiva acrescenta valor à economia e,
fundamentalmente, bem-estar aos seus habitantes.
(…) este
é o relato de Michele Leeque vive em Chicago e que tem uma deficiência
adquirida após um acidente de viação (…)
Nova
legislação sobre o Cartão de Estacionamento para Pessoas com Deficiência
"Foi
publicado em Diário da República de 9 de outubro, o Decreto-Lei nº 128/2017,
que amplia o acesso ao cartão de estacionamento de modelo comunitário para
pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade.
O
Decreto-Lei nº 307/2003, de 10 de dezembro, que aprovou o cartão de
estacionamento de modelo comunitário, apenas prevê a atribuição do mesmo às
pessoas com deficiência motora com um grau de incapacidade igual ou superior a
60 %, às pessoas com multideficiência com incapacidade igual ou superior a 90
%, ou às pessoas com deficiência das Forças Armadas com 60 % de incapacidade ou
superior.
Contudo,
existem outras incapacidades que provocam dificuldades de locomoção na via
pública e que não se encontram abrangidas pela legislação atual. O decreto-lei
que foi agora publicado vem colmatar esta lacuna, alterando os requisitos de
atribuição do cartão de estacionamento.
Assim,
a partir de 10 de outubro, data em que o novo decreto-lei entra em vigor, podem
ainda usufruir do cartão todas as pessoas que tenham uma deficiência
intelectual ou Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) cujo grau de
incapacidade seja igual ou superior a 60 %, assim como as pessoas com
deficiência visual, com uma alteração permanente no domínio da visão igual ou
superior a 95 %".
Da
autoria da jornalista Conceição Lino, testa a capacidade de intervenção dos portugueses
na defesa do outro, a partir de situações ficcionadas. Até que ponto dizemos
não à intolerância, ao preconceito, à violência?
(...) Mulher
insulta e humilha funcionário que trabalha num Posto de Combustível,
por ser
deficiente (...)
A SIC
com este programa evidencia a sua intervenção enquanto empresa socialmente
responsável. É um contributo importante em prol da Cidadania. Obrigado SIC.
Palavras
de uma mãe de um rapaz com Mobilidade Reduzida, que entrou agora na
Universidade:
"Fiquei
surpreendida e emocionada com esta notícia da parte do Metropolitano de Lisboa
que, recentemente, na semana Europeia da Mobilidade, se associou a esta causa”.
O ‘nosso METRO’, ou seja a sua gestão pública, quer ou aparente querer
mostra-se inclusivo e alinhado com os valores da Cidadania.
Contudo,
vale a pena refletir e dissecar alguns pontos que a surpreenderam:
não existe na estação da cidade universitária (em frente ao maior hospital de
Lisboa, Santa Maria) ao contrário do que foi anunciado, um elevador de acesso
ao metro, o que a levou a pensar que a notícia era falsa ou que a associação à semana
da Mobilidade era um ‘faz de conta’;
constatou,
que a mobilidade do filho, já que depende dos serviços do metropolitano para
chegar ao seu destino – Cidade Universitária – não estavam garantidas e que as outras
estações, entre as quais Cais Sodré, o Rossio e a de Telheiras, também não
tinham os elevadores a funcionar – porque estão avariados – e que segundo os
próprios funcionários, raramente funcionam. É, ao que parece, uma situação
recorrente. Verificou no entanto que a única estação em que os elevadores estão
a funcionar, é a de Alvalade.
Tendo
em conta as Eleições Autárquicas, que se realizam já amanhã, as promessas e os compromissos
já anteriormente assumidos, que são sempre propagandeados com grande convicção –
só tem mesmo faltado uma tribuna, um megafone e uma lágrima ao canto do olho –
o estado, gerido por políticos afetos ao atual Governo, e a CML em particular,
devia pedir desculpa a todos aqueles a quem limita a sua mobilidade e que vêm a
sua vida comprometida pela incompetência dos gestores/decisores públicos,
sempre cheios de ‘si mesmos’.
Vamos
acreditar que hoje, até à meia-noite, ainda conseguem resolver este grave problema,
que afeta a vida de quem não tem a mobilidade e que, aparentemente, o METRO de
Lisboa anunciou com ligeireza a sua associação à semana da Mobilidade.
Afirma o METRO… (só pode ser para ‘Inglês ler... em Português’)
São de
facto as PESSOAS, a sua MOTIVAÇÃO e o seu EMPENHO, que contribuem para que, no
‘final do dia’, muitos problemas sejam resolvidos e muitas pessoas sejam
beneficiadas com as soluções encontradas. No final do 'post' voltamos a este tema…
O Parque
das Nações, à altura Expo98, abriu portas há cerca de 19 anos, em Lisboa. O
projeto deu oportunidade à criação de uma ‘NOVA CIDADE’, onde a arquitetura,
nas suas mais variadas expressões, terá tido o seu máximo expoente.…
Terá sido mesmo
assim?
Inúmeros
e talentosos arquitetos – pelo que se disse e continua a dizer-se – terão
contribuído para que do ponto de vista arquitetónico e urbanístico, o atual
Parque das Nações se tornasse num local de excelência, com o intuito de
oferecer a todos um espaço de lazer muito especial, único em Portugal.…
Terá
sido mesmo assim?
A
questão que desde sempre se colocou, e que ainda hoje é uma questão em aberto,
relaciona-se com as CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE às diversas zonas do Parque. Há ou não há acessibilidade adequadas para que todos os visitantes possam usufruir de todo o espaço circundante sem restrições? A resposta é NÃO, não há. Todos aqueles que têm mobilidade reduzida, circunstancial ou permanente e
que, por exemplo, necessitem de uma cadeira de rodas manual para se deslocar,
têm, literalmente, que percorrer o ‘CAMINHO DAS PEDRAS’. Um cidadão com esta
condição nunca conseguiu circular no Parque das Nações. Dito de uma forma
simples, não vai a lado a nenhum. Metaforicamente, é como caminhar sobre pregos.
Difícil e doloroso.
Recentemente, o Oceanário de Lisboa, por iniciativa própria, reforçou as
acessibilidades e implementou um novo caminho pedonal acessível a todos. Esta visão inclusiva só revela a forte motivação em prol da Cidadania desta Instituição, e deve ser um exemplo a seguir por todos aqueles que têm responsabilidades públicas sobre os equipamentos urbanos. A Junta de Freguesia do
Parque das Nações que nada tinha feito nestes 19 anos, não colocou entraves e colaborou com esta iniciativa. Espera-se agora, que possa alargar esta solução a todo o Parque, como tem sido reivindicado por muitos desde sempre.
O
Oceanário criou um novo percurso pedestre inclusivo que oferece melhores
acessibilidades no recinto circundante do equipamento, eliminando as barreiras
físicas e promovendo conforto, autonomia e segurança.
Miguel Tiago de Oliveira, Diretor de Operações e Responsabilidade
Social da Instituição, afirmou que “É uma prioridade para o Oceanário de Lisboa o empenho
contínuo em responder às necessidades dos nossos visitantes. Com mais de uma
milhão de visitantes por ano, o aquário é para todos”. No
interior do Oceanário, a circulação dos visitantes respeita as Normas Europeias
de Acessibilidade, o percurso da visita tem rampas e elevadores, para facilitar
a circulação em cadeira de rodas e a deslocação de carrinhos de bebé. A
bilheteira dispõe de atendimento prioritário para grávidas, crianças de colo e
outros visitantes que tenham Mobilidade Reduzida. O serviço ao visitante conta
ainda com cadeiras de rodas disponíveis para uso durante a experiência da
visita e foram renovados os WC’s para garantir o seu uso de forma simples e
adequada por parte deste grupo de cidadãos.
Voltando
ao início, o Minuto Acessível apurou que foi muito devido ao EMPENHO PESSOAL de Miguel
Tiago de Oliveira, à sua Equipe e ao compromisso do atual concessionário privado do equipamento,
a Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que foi possível garantir a todos a acessibilidade
a esta zona do Parque das Nações.
Só há uma palavra, OBRIGADO.
O Oceanário de Lisboa é um aquário público de
referência mundial. O equipamento, que recebe mais de 1 milhão de pessoas por
ano, tem como missão, promover o conhecimento dos oceanos, sensibilizando para
sua conservação através da alteração de comportamentos
Clique AQUI e faça o download do mapa do novo caminho de acessibilidade.