January 15, 2020

CARRIS…!? uma Vergonha Nacional


A MISSÃO, a VISÃO e os VALORES da CARRIS, assumidos no seu site institucional, fazem-nos crer que estamos perante uma extraordinária Companhia, inovadora, competente e com um compromisso claro com o serviço que presta.

Assume, quando fala de ‘Compromissos com o Cliente’, responsabilidades relevantes, entre as quais, uma que destaco:
  • Em colaboração com as entidades competentes, assegurar que o serviço prestado possa ser facilmente utilizado por todos, implementando as medidas necessárias para permitir a acessibilidade daqueles clientes cuja mobilidade se encontre, por algum modo, reduzida.

Perante o relato do que sucedeu neste final de ano ao Sérgio Alexandre LopesUM CIDADÃO TETRAPLÉGICO – e pelo que sucede diariamente a tantos outros em situações similares, o comportamento desta Companhia, agora sob a gestão da CML, devia se denunciado como uma VERGONHA NACIONAL.



O relato impressionante do Sérgio 

Saí do Terreiro do Paço e dirigi-me à Praça do Martim Moniz, para a paragem onde passaria o 208, que garante o serviço noturno, de hora em hora. Começou a espera de 50 minutos.

O autocarro chegou às 2h40 e a rampa estava avariada. A temperatura era de cerca de nove graus e a primeira coisa que o motorista disse, pela janela, depois de ter tentado acionar umas seis vezes o dispositivo, foi ‘vai ter que esperar pelo próximo.’ Este é o discurso habitual.

Um pouco antes do autocarro parar, enviei sms para saber dali a quanto tempo seria o próximo e tinha a informação de que seriam 112 minutos.

Eu não estava sozinho e a Carmen já estava à frente do autocarro, informando os passageiros de que se não fôssemos todos, não iria ninguém. Neste momento, o motorista foi tentar abrir a rampa em modo manual, mas não conseguiu. Perguntei-lhe qual a alternativa que a CARRIS me daria e ele insistiu que eu teria que ‘esperar pelo próximo’.

Os passageiros foram informados, por nós, do motivo do bloqueio, da descriminação que a CARRIS promove diariamente, do descaso com que são tratadas as pessoas com mobilidade reduzida. Um dos passageiros que mais apoiou a nossa decisão, chamou a PSP.

O motorista, sem alternativa, entra em contacto com a central. Do outro lado oiço alguém – dizem eles que ‘é um CHEFE’ – ’Então, se não funciona, o passageiro tem de esperar pelo próximo autocarro’. Com esta tranquilidade.

CARRIS – Espere pelo próximo!
(esta deveria ser a frase assinatura da empresa)

Perguntei qual a garantia que me davam de que o próximo autocarro teria a rampa a funcionar. A resposta foi: ‘Esteja descansado que a central vai entrar em contacto com o colega e ele vai ver se a rampa funciona’. Conhecendo a CARRIS, e não de hoje, isto não é garantia nenhuma, mas sim um ‘fique a aguardar e depois logo se vê’. 

BEEN THERE! SEEN THAT!

Não confio na CARRIS. 
(muito menos numa madrugada com temperaturas abaixo dos 10 graus)

Entretanto, com autocarro impedido de avançar, tenho todo o tempo para descrever a situação aos agentes da PSP. Reforço que a situação é constante e, naquele contexto, tudo se torna ainda mais grave. Expliquei que tenho o mesmo direito que todos os passageiros a viajar naquele autocarro, que tenho passe, que a CARRIS incumpre a Lei 46/2006, que proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência e da existência de risco agravado de saúde, e que a alternativa que a CARRIS me estava a dar era um autocarro mais de 1h30 depois, sem garantias de ter uma rampa funcional.

Os agentes identificaram-nos e depois foram conversar com o motorista para perceber como a CARRIS pretendia resolver a minha situação. O motorista, sem meios de se justificar pela empresa, passou-lhes mesmo o telemóvel para falarem directamente com o ‘CHEFE’ que exigia que a PSP identificasse as pessoas que não deixavam o autocarro seguir a viagem. Ficamos assim a saber que a CARRIS pensa que dá ordens à PSP.

O motorista continuava a tentar seguir viagem, mas connosco e alguns passageiros em frente ao autocarro, era impossível.

O Sérgio e alguns passageiros impedem o autocarro de prosseguir viagem

Pelo mesmo motorista chega então a informação de que a CARRIS já teria um autocarro a caminho, reservado, apenas para me deixar em casa. Ou seja, não efectuaria quaisquer paragens para tomada ou largada de passageiros. Seria uma forma de me ‘compensar pela situação’, disseram.

Logo que o autocarro ‘reservado’ chegou, o motorista do primeiro queria ir embora, os agentes tentaram dissuadir-nos, mas, mais uma vez, por falta de confiança na CARRIS, foi impedido de ir até que a rampa fosse testada. A rampa estava… avariada, caros amigos.

O segundo motorista, visivelmente incomodado, garantiu que testara a rampa à frente do CHEFE e ‘estava boa.’

O primeiro motorista continuava a ligação com o ‘CHEFE’ da CARRIS. Apercebo-me que todos os passageiros estavam a sair do primeiro autocarro, por ordem da empresa, e que o tal autocarro ‘reservado’, iria continuar a carreira do primeiro.

Parece-me claro que o ‘CHEFE’ queria tentar libertar um autocarro, mas não aconteceu. E doravante não mais acontecerá. Ficaremos todos retidos: nós, os passageiros, os motoristas e os carros que forem enviados. Interpreto, este momento, a esta distância, como prova do foco errado da CARRIS, em relação ao que ali estava a ocorrer.

O motorista do segundo autocarro, sentindo-se inseguro, porque, por esta altura, os primeiros ânimos começavam a exaltar-se entre alguns passageiros, pergunta aos agentes da PSP o que deveria fazer e se seria seguro fazer aquela viagem.

Entretanto, a rampa deste último conseguiu ser aberta manualmente e entrei.

Os polícias, mais uma vez, pelo telefone, questionam o CHEFE da CARRIS acerca da situação. O ‘CHEFE’ foi peremptório – o primeiro autocarro seguiria fora de serviço e o segundo seguiria com todos os passageiros que se juntaram ali ao longo de mais de uma hora. E não éramos poucos. A resposta do senhor agente àquela decisão da CARRIS foi ‘vocês é que sabem a imagem que querem dar da empresa’.


Não somos cidadãos de segunda. 
Não deixarei que me tratem como se fosse.


Não sou o primeiro a fazer este tipo de ação, mas não podemos deixar que situações como esta se repitam, a cada hora, sem fazermos nada.

Agradeço ao grupo de passageiros que se juntou a mim. 
Agradeço aos agentes da PSP que, desde o início, disserem que não nos iam deter pela validade da nossa posição ali.



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January 1, 2020

2020 Para Todos

(…) Feliz Ano Novo, Happy New Year, Glückliches Neues Jahr, Nytar, Feliz Año Nuevo, Felicigan Novan Jaron, Heureuse Nouvelle Année, Feliz Aninovo, Shaná Tová, Felice Nuovo Anno, Akemashite Omedetou Gozaimasu (…)



O Minuto Acessível espera que em 2020 a
 temática da ACESSIBILIDADE seja compreendida por todos.

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Obrigado a todos pelos acessos e partilhas,
Feliz Ano Novo




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#cardosof  #minutoacessivel

December 23, 2019

Bom Natal


O Minuto Acessível deseja a todos um FELIZ NATAL 
que o Pai Natal tenha percurso acessívelsem pedras e sem obstáculos!



Já ultrapassamos os 27Mil ‘likes’ no facebook e o blogue já registou mais de 311Mil visualizações, face às 280Mil de há um ano. Estes resultados devem-se a todos vós e ao contributo que têm dado para a notoriedade desta causa.

Agora, qual seria a melhor prenda que todos os Pais Natal podiam dar ao Minuto Acessível… provavelmente, uns convites aos amigos para gostarem da página, umas partilhas … e, já agora, um visita ao Blogue!



Em 2019, o impacto e os resultados da APP +Acesso Para Todos
lançada pela Associação Salvador, foram surpreendentes

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December 17, 2019

Oceanário para Todos


Em 2018 o Oceanário de Lisboa, por se ter apercebido da dificuldade que as pessoas com Mobilidade Reduzida tinham ao percorrer o piso empedrado para aceder ao oceanário, reforçou as acessibilidades e implementou um caminho pedonal acessível a todos. 


Esta visão inclusiva só revela a forte motivação em prol da Cidadania desta Instituição, e deve ser um exemplo a seguir por todos aqueles que têm responsabilidades públicas sobre os equipamentos urbanos.



No âmbito do projeto “Oceanário para Todos”, neste ultimo mês de novembro, a Administração do Oceanário decidiu também redefinir o preçário para os cidadãos portadores de incapacidade multiusos, reduzindo o preço de acesso a estes visitantes:

  • Entrada Gratuita para todos os cidadãos que apresentem o AIM - atestado de incapacidade multiusos (ou EU Disability Card ou similar), e cuja incapacidade seja igual ou superior a 60%.
  • Desconto de 60% para 1 acompanhante do cidadão que apresente o AIM - atestado de incapacidade multiusos, e cuja incapacidade seja igual ou superior a 60%.
  • Visitas Guiadas desenhadas especificamente para portadores de incapacidade multiusos (ex. Visita para portador de deficiência visual e visita para surdos com tradução em Língua Gestual portuguesa): 

Assim, desde o dia 1 de dezembro de 2019, o preçário foi atualizado de acordo com a premissas anteriores, a saber:


Clique na imagem para expandir





Miguel Tiago de Oliveira, Diretor de Operações e Responsabilidade Social da Instituição, foi o mentor desta iniciativa e tal como no caso do acesso pedonal – por via de corredores lisos, portanto sem empedrado – a Instituição evidenciou a sua preocupação com todos os ‘seus públicos’.






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December 15, 2019

‘Pai Natal’, a cidade não é para todos!


Sente-se na minha cadeira: a cidade não é para todos


Todos aqueles que que vivem em Portugal e têm Mobilidade Reduzida, continuam a ser excluídos. Pai Natal, como vais ter oportunidade de testemunhar, as nossas cidades continuam maioritariamente inacessíveis.

(...) a ‘LEI’ não se cumpre e a FISCALIZAÇÃO não existe (...)

Carlos, um lisboeta com 50 anos, gostaria de improvisar mais a sua vida, mas não pode. Num país em que a acessibilidade é a excepção, vê-se obrigado a planear todos os seus dias ao pormenor. Há mais de 20 anos que a legislação lhe promete um Portugal acessível.


Faça esta viagem com o Carlos Nogueira com uma perspectiva de 360º


A calçada portuguesa é um dos nossos piores tormentos na rua
Portugal teve tempo suficiente para não deixar tantas situações por resolver
É sempre mais difícil quando estamos a corrigir o que ficou mal feito de início
 Se as pessoas tiverem dificuldades em aceder a um transporte acessível, como é que podem manter um emprego estável, compromissos e uma vida social ativa?


Fonte: Público


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November 19, 2019

360º

A tecnologia continua a surpreender e a minimizar os problemas das pessoas com deficiência. A NINO é uma cadeira de rodas de última geração que oferece uma solução de mobilidade exclusiva.



A Nino Powerchair combina as mais-valias de um SEGWAY e é considerada uma das peças de mobilidade tecnologicamente mais avançadas alguma vez produzidas.






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November 15, 2019

‘É só desta vez’!

A Sociedade Ponto Verde  lançou uma campanha de sensibilização para a reciclagem – com enfoque na desresponsabilização de comportamentos – equiparando-os a atitudes como cuspir uma pastilha para o chão, estacionar indevidamente num lugar para deficientes ou roubar num supermercado, sempre com os protagonistas a desculparem-se com a ideia de que "é só desta vez".


Também, todos nós, devemos recusar o argumento “é só um minuto, volto já…”, quando testemunhamos o estacionamento indevido em lugares reservados a pessoas com Mobilidade Reduzida. Esta prática abusiva acaba por criar ainda mais dificuldades a todos aqueles que, por exemplo, necessitam de mais espaço para retirar uma cadeira de rodas do seu carro. É uma questão de civismo.






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